O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que a responsabilidade pelas "perigosas consequências" da recente escalada de tensão com os Estados Unidos recai sobre "o regime traiçoeiro" de Washington. Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, 8, Teerã condenou veementemente "os ataques agressivos e as repetidas violações" por parte dos americanos.
"As poderosas Forças Armadas da República Islâmica do Irã, como já demonstraram repetidamente, não hesitarão em defender a integridade territorial, a soberania nacional e a segurança nacional do Irã contra a agressão militar americana, em conformidade com o Artigo 51 da Carta da Organização das Nações Unidas (ONU), e também atacarão a origem e a fonte da agressão", diz o comunicado.
O ministério afirma ainda que os ataques contra o Irã, a decisão de revogar a licença para a venda de petróleo iraniano, a violação de acordos no Estreito de Ormuz e a continuidade da agressão militar de Israel contra o Líbano "tornaram ineficazes partes importantes e fundamentais do memorando de entendimento sobre o fim da guerra".
O comunicado diz também que os demais países do Golfo Pérsico possuem a obrigação jurídica internacional de impedir que os agressores usem seu território e instalações para realizar atos de violência contra o Irã e que a cooperação com os americanos constitui cumplicidade.




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