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Israel denuncia colono por homicídio culposo na morte do ativista palestino Awdah Hathaleen

Estadão

Promotores israelenses acusaram nesta quinta-feira (6) um colono pela morte de um líder comunitário palestino no ano passado na Cisjordânia ocupada, segundo denúncia apresentada a um tribunal distrital.

No documento, a Promotoria acusa Yinon Levi, morador do sul da Cisjordânia, de homicídio culposo por imprudência na morte do ativista palestino Awdah Hathaleen, em julho de 2025. Pela legislação israelense, a imputação prevê pena menor do que a de assassinato. Levi também foi denunciado por invasão armada e dano malicioso ao patrimônio.

É extremamente raro Israel denunciar colonos por violência contra palestinos. O grupo israelense de direitos humanos BTselem afirmou que o caso marca a primeira vez desde 7 de outubro de 2023 que um israelense é indiciado pela morte de um palestino na Cisjordânia. No período, segundo a organização, colonos e soldados israelenses mataram ao menos 1.100 palestinos no território.

Um dos advogados de Levi, Avichay Hajbi, não confirmou se a denúncia foi formalmente recebida pela Justiça, mas disse à Associated Press que a acusação foi uma "decisão equivocada". Segundo ele, a defesa responderá às alegações em juízo.

Levi aparece em vídeos atirando contra um grupo de palestinos na aldeia de Umm al-Khair, onde Hathaleen vivia, no dia em que o ativista foi morto. Testemunhas disseram que um dos disparos atingiu Hathaleen, que estava a poucos metros de distância.

Um vídeo mostra Levi efetuando dois disparos. Em outro, que familiares dizem ter sido gravado pelo próprio Hathaleen, Levi atira na direção de quem segurava a câmera. As imagens são interrompidas, mas ainda é possível ouvir a pessoa gemer de dor.

Hathaleen era uma voz proeminente contra a violência de colonos e participou do filme "No Other Land", vencedor do Oscar de 2025, que retrata a luta de moradores palestinos para proteger suas casas e comunidades. Professor e pai de três filhos, ele frequentemente recebia em casa ativistas internacionais e autoridades.

A projeção pública de Hathaleen e os vídeos do suposto momento do disparo levaram a apelos internacionais para que Levi fosse processado.

Levi estava entre os colonos israelenses sancionados pelos Estados Unidos e por outros países ocidentais, em 2024, por suspeitas de violência contra palestinos. O presidente dos EUA, Donald Trump, suspendeu as sanções americanas após tomar posse no ano seguinte. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast , sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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