O Exército de Israel anunciou nesta sexta-feira (3) uma série de ataques em grande escala contra Teerã, no Irã, e Beirute, no Líbano, afirmando que o objetivo é desarmar o grupo extremista Hezbollah. Segundo o porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), Effie Defrin, mais de 70 bombardeios foram realizados em território iraniano nas últimas 24 horas, atingindo locais de lançamento de mísseis e drones. “Não vamos parar até eliminar a ameaça a longo prazo e proteger nossas comunidades”, afirmou Defrin em pronunciamento oficial.
O governo israelense também anunciou planos de evacuação do sul do Líbano, incluindo a destruição de pontes e a movimentação de moradores, como forma de proteger o norte de Israel de ataques diretos. De acordo com as autoridades, até o momento, mais de 1.000 combatentes do Hezbollah e cerca de 3.500 alvos militares no Líbano foram neutralizados. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, confirmou que a ocupação militar temporária da região seguirá enquanto a operação contra o grupo extremista estiver em curso, incluindo a demolição de casas próximas à fronteira.
O conflito já provocou o deslocamento de mais de 1,2 milhão de libaneses, aproximadamente um quinto da população do país, de acordo com a ONU. Entre os deslocados estão famílias brasileiras, sendo que cerca de 22 mil brasileiros residem no Líbano. Muitos se refugiam em escolas, barracas e até carros, enquanto os serviços de assistência tentam atender às necessidades básicas da população afetada.
Analistas alertam que a escalada militar aumenta o risco de uma crise humanitária e tensiona a estabilidade na região. Apesar das declarações de Israel sobre objetivos de segurança, a ação é vista internacionalmente como uma provocação, e organismos como a ONU acompanham de perto a situação. Enquanto isso, autoridades locais e internacionais reforçam apelos por negociações e cessar-fogo para conter o impacto sobre civis inocentes.


