MILÃO, 26 Abr (Reuters) - O governo italiano decidiu extraditar um cidadão chinês procurado pelas autoridades dos EUA por acusações de crimes cibernéticos, incluindo o roubo de pesquisas médicas sobre a Covid-19, disse à Reuters uma pessoa com conhecimento direto do assunto.
A decisão do governo, divulgada inicialmente pela Bloomberg, segue uma sentença de um tribunal italiano no início deste mês, que afirmou que Xu Zewei poderia ser extraditado.
Um representante do governo italiano se recusou a comentar. O advogado de Xu, Enrico Giarda, disse à Reuters que seu cliente ainda não havia recebido nenhuma comunicação sobre o assunto.
Xu foi preso em Milão no dia 3 de julho a pedido das autoridades dos EUA, que o acusam de fraude eletrônica e roubo de identidade qualificado por seu suposto envolvimento em atos de pirataria informática ocorridos entre fevereiro de 2020 e junho de 2021.
Após sua prisão, o advogado de Xu afirmou que seu cliente havia sido vítima de um erro de identidade.
O Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) alega que Xu tem invadido e roubado pesquisas cruciais sobre a Covid-19 a mando do governo chinês.
O Departamento de Justiça afirmou que Xu fazia parte de uma equipe de especialistas em segurança cibernética que, em 2020, teve como alvo universidades, imunologistas e virologistas sediados nos EUA que realizavam pesquisas sobre vacinas, tratamentos e testes para a Covid-19.
O Departamento de Justiça também alega que, em 2021, Xu fazia parte de um grupo de ciberespionagem conhecido como Hafnium, que se infiltrou em milhares de computadores em todo o mundo, inclusive nos EUA.
(Por Emilio Parodi)



