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Japão: mortos chegam a 18 após terremoto em Kumamoto; buscas seguem em meio ao calor

Estadão

Soldados e equipes de emergência retomaram nesta quarta-feira (29) as buscas por sobreviventes em um shopping center gravemente danificado e em casas desabadas após um forte terremoto que matou pelo menos 18 pessoas, incluindo um estrangeiro, no sudoeste do Japão.

O tremor de magnitude 7,1 atingiu na terça-feira (28) a região de Kumamoto, na ilha de Kyushu, e deixou ao menos 62 feridos, seis em estado grave, segundo o governo da província. O número de vítimas vem aumentando, o que reforça o temor de novas altas.

O calor intenso ampliou a preocupação com possíveis sobreviventes, enquanto os socorristas enfrentavam as altas temperaturas. Ainda não estava claro quantas pessoas permaneciam desaparecidas.

Parte dos danos mais graves ocorreu no Aeon Mall, na cidade de Kashima, que estava lotado, com milhares de pessoas, quando o terremoto aconteceu. A empresa informou que cerca de 3.000 clientes foram retirados para um estacionamento antes de ocorrer uma explosão de gás em outra área do shopping, onde algumas pessoas ainda trabalhavam.

O segundo andar do centro comercial desabou, prendendo pessoas. Testemunhas disseram que a explosão sacudiu a região com força semelhante à do terremoto.

Três pessoas continuavam desaparecidas e quatro mortes foram confirmadas no local do shopping, segundo o presidente da Aeon, Akio Yoshida.

"Levamos muito a sério o fato de ter ocorrido uma explosão e de vidas preciosas terem sido perdidas", disse Yoshida em entrevista coletiva em Kumamoto, onde fez uma profunda reverência ao lado de outros dois executivos.

Imagens da mídia japonesa mostraram parte do teto cedida, com pedaços de metal e detritos espalhados, enquanto socorristas de capacete e máscara vasculhavam a área.

Na cidade vizinha de Yatsushino, o desabamento de uma chaminé em uma fábrica da Nippon Paper Industries matou cinco pessoas. Outras sete foram resgatadas dos escombros, segundo a equipe de resposta a desastres do governo de Kumamoto, que acredita que quatro pessoas ainda estejam presas no local.

Em outra ocorrência, um estagiário técnico vietnamita morreu quando um guindaste caiu sobre ele na fábrica onde trabalhava, segundo o governo do Vietnã, no primeiro caso registrado de morte de um estrangeiro. Ele havia chegado ao Japão em janeiro. Outros sete estagiários vietnamitas evacuaram em segurança. Separadamente, uma vietnamita casada com um dos trabalhadores ficou ferida após o desabamento de um muro e recebia atendimento em um hospital.

Quase 34.900 residências seguiam sem energia elétrica e cerca de 15.000 sem água encanada, disseram autoridades locais. Mais de 8.800 pessoas deixaram suas casas e foram para mais de 400 abrigos, onde geradores estavam sendo instalados para permitir o uso de ar-condicionado.

Imagens aéreas da polícia mostraram que algumas casas em áreas residenciais foram completamente destruídas, incluindo algumas que desmoronaram para dentro de um rio próximo.

As Forças de Autodefesa do Japão atuavam junto aos socorristas nas operações de busca e resgate. Centenas de profissionais participavam do esforço, incluindo bombeiros de Taiwan.

"Há pessoas que ainda aguardam ser resgatadas, e é uma corrida contra o tempo", disse a primeira-ministra Sanae Takaichi. "Vamos fazer o máximo para encontrar e resgatar o maior número de pessoas possível."

Takaichi afirmou que o governo federal se preparava para enviar alimentos e outros itens essenciais às áreas mais atingidas. Ela também apresentou condolências às vítimas e solidariedade aos familiares, além de pedir que os afetados pelo terremoto se cuidem diante do calor.

Os serviços de trem-bala continuavam suspensos. Embora as operações no Aeroporto Aso Kumamoto tenham sido retomadas nesta quarta-feira, algumas companhias aéreas cancelaram voos por precaução.

Kumamoto foi atingida por um terremoto devastador em 2016, que matou pelo menos 50 pessoas. O Japão é um dos países mais propensos a terremotos no mundo. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast , sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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