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Lockheed Martin eleva previsões para 2026, enquanto Pentágono busca reabastecer estoques de armas

Reuters
Lockheed Martin eleva previsões para 2026, enquanto Pentágono busca reabastecer estoques de armas
Lockheed Martin eleva previsões para 2026, enquanto Pentágono busca reabastecer estoques de armas

Por Mike Stone e Aishwarya Jain

23 Jul (Reuters) - A gigante do setor de defesa Lockheed Martin elevou, nesta quinta-feira, suas previsões de vendas e lucros para 2026, em um momento em que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos busca reabastecer seus estoques de armas em meio a uma onda de conflitos globais.

O presidente dos EUA, Donald Trump, vem instando as empresas do setor de defesa a aumentarem a produção, já que a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e o prolongado conflito entre a Rússia e a Ucrânia estão esgotando os estoques do Pentágono.

A receita do segmento de mísseis e controle de fogo da Lockheed cresceu quase 20%, para US$4,1 bilhões, impulsionada pelo aumento da produção dos mísseis PAC-3 e Precision Strike, ambos utilizados na guerra contra o Irã nos últimos meses.

O segmento também foi impulsionado pelo aumento da produção de seus interceptores de mísseis THAAD, após a empresa ter assinado, em junho, um contrato de US$35 bilhões com o governo dos EUA para quadruplicar a produção.

Espera-se que a demanda continue forte, já que os EUA utilizaram mais de 50 mil foguetes, mísseis e munições propelidas por foguete desde o início do conflito entre a Rússia e a Ucrânia em 2022 até o ataque dos EUA ao Irã, de acordo com dados do Pentágono.

“Estamos em diálogo ativo, analisando outras oportunidades potenciais. Vemos aqui uma oportunidade real para mais parcerias que permitam ampliar a produção mais rapidamente, especialmente na Europa”, disse o diretor financeiro da empresa, Evan Scott, em uma teleconferência com a Reuters.

As vendas no segmento aeronáutico da Lockheed também aumentaram 9%, em parte impulsionadas pelo maior volume de produção e pelas vendas de seus caças F-35. O F-35 é o maior programa de aquisição do Pentágono, com custos estimados ao longo da vida útil em mais de US$2 trilhões para a compra, operação e manutenção da aeronave.

A carteira total de pedidos da Lockheed cresceu para US$230,4 bilhões, um aumento de 38,3% em relação aos US$166,5 bilhões do ano passado.

A empresa espera uma receita para 2026 entre US$79,75 bilhões e US$81,75 bilhões, valor superior à faixa de previsão anterior, que era de US$77,5 bilhões a US$80 bilhões. Analistas esperam, em média, US$79,14 bilhões, de acordo com dados compilados pela LSEG.

Agora, a empresa espera um lucro por ação no ano inteiro entre US$29,95 e US$30,65, em comparação com sua projeção anterior de US$29,35 a US$30,25, e acima das estimativas de Wall Street de US$29,90.

A empresa divulgou um lucro no segundo trimestre de US$7,94 por ação, em comparação com US$1,46 por ação no ano passado, quando foi afetada por um encargo de US$1,6 bilhão devido a dificuldades na unidade de Aeronáutica e nos programas internacionais de helicópteros em seu segmento Sikorsky.

(Reportagem de Aishwarya Jain, em Bengaluru)

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