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Luta contra mudanças climáticas não será interrompida por ausência de alguns países, diz China

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Luta contra mudanças climáticas não será interrompida por ausência de alguns países, diz China
Luta contra mudanças climáticas não será interrompida por ausência de alguns países, diz China

Por Kate Abnett

BRUXELAS, 22 Jun (Reuters) - A cooperação global para combater as mudanças climáticas não será interrompida devido à ausência de certos países, afirmou o ministro do Meio Ambiente da China em uma reunião de governos na segunda-feira, enquanto as nações se preparam para negociações climáticas da Organização das Nações Unidas deste ano sem a participação dos Estados Unidos.

“O processo multilateral não vai parar, nem mesmo desacelerar, devido à ausência de países específicos”, afirmou o ministro do Meio Ambiente da China, Huang Runqiu, na reunião, descrevendo a transição mundial para uma economia de baixo carbono como “irreversível”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, retirou a maior economia do mundo do Acordo de Paris, o principal tratado global sobre mudanças climáticas, em janeiro. Até o momento, nenhum outro país seguiu o exemplo dos EUA e se retirou do acordo.

Huang falava em uma reunião para discutir a cooperação em matéria de mudanças climáticas, coorganizada por China, União Europeia e Canadá — apesar das crescentes tensões entre Bruxelas e Pequim em relação ao comércio e ao domínio da China sobre as cadeias de abastecimento globais, incluindo tecnologias limpas como painéis solares.

Huang também argumentou que a enorme perturbação causada pela guerra no Irã no abastecimento global de petróleo e gás fortaleceu os argumentos a favor da transição verde.

“A crise energética desencadeada pela guerra no Irã fez com que todas as partes reconhecessem ainda mais que o desenvolvimento verde e de baixo carbono, orientado pela resposta às mudanças climáticas, ajuda a coordenar a transição energética e a segurança energética”, disse Huang.

“Quanto mais turbulento e marcado por crises o mundo se torna, mais isso põe à prova a resolução estratégica e a determinação política dos países em promover ações climáticas”, declarou ele.

Os primeiros sinais indicam que a guerra está acelerando a transição de alguns países para longe dos combustíveis fósseis, com países — incluindo o Paquistão — relatando um salto nas vendas de veículos elétricos desde o início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã. No entanto, a guerra também levou algumas nações a aumentar o uso de geração de energia à base de carvão ou petróleo, à medida que lutam para substituir o gás do Oriente Médio.

A China é o maior emissor de CO₂ do mundo e queima mais carvão do que qualquer outra nação. Ao mesmo tempo, o país também lidera o mundo no desenvolvimento de energia renovável e nas vendas de carros elétricos — superando de longe qualquer outra economia nessas duas frentes.

(Reportagem de Kate Abnett e Hugo Lhomedet)

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