Por Mike Stone
WASHINGTON, 21 Abr (Reuters) - A Lockheed Martin recebeu um contrato para integrar o míssil Patriot, um interceptador de mísseis do Exército, no sistema de combate Aegis da Marinha dos Estados Unidos, um marco que a empresa disse nesta terça-feira que marca a primeira vez que a arma será implantada no mar.
A Reuters foi a primeira a informar, em outubro de 2024, que a Marinha estava avançando com os planos de armar suas embarcações com interceptadores Patriot Advanced Capability-3 Missile Segment Enhancement (PAC-3 MSE), motivada pelo temor de que a China implantasse armas hipersônicas para afundar navios no Pacífico.
A implantação fortalecerá o escudo de defesa antimísseis que protege a frota de destróieres da Marinha dos EUA. A Lockheed Martin tem buscado a integração há vários anos, mas o novo contrato marca a primeira etapa concreta em direção à instalação do interceptador do Exército em navios da Marinha.
A justificativa para a mudança vem sendo construída há anos. Conforme relatado pela Reuters em 2024, os PAC-3s são mais ágeis do que os interceptadores existentes da Marinha, e seu conceito "hit to kill" - no qual o míssil atinge seu alvo diretamente em vez de explodir nas proximidades - o torna particularmente letal contra mísseis balísticos de manobra de alta velocidade.
O PAC-3 MSE poderia fornecer uma camada adicional de proteção para os navios de guerra equipados com o Aegis, que atualmente contam com interceptadores da família de mísseis Standard - incluindo SM-2, SM-3 e SM-6 - bem como o míssil RIM-162 Evolved SeaSparrow.
A demanda pelo Patriot aumentou. De acordo com um acordo assinado entre a Lockheed Martin e o Pentágono em janeiro, a produção do interceptador deve triplicar nos próximos sete anos, aumentando de cerca de 600 mísseis por ano para mais de 2.000.



