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Medidas contra cera foram um grande sucesso, diz chefe de arbitragem da Fifa

Reuters
Medidas contra cera foram um grande sucesso, diz chefe de arbitragem da Fifa
Medidas contra cera foram um grande sucesso, diz chefe de arbitragem da Fifa

Por Rohith Nair

MIAMI, 30 de junho (Reuters) - As novas regras da Fifa contra a cera nos jogos da Copa do Mundo se mostraram um sucesso esmagador, afirmou nesta terça-feira o diretor de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina.

Collina disse que as mudanças nas regras do jogo — que incluem limite de cinco segundos para tiros de meta e laterais, além de uma regra rígida de 10 segundos para a saída de jogadores substituídos — transformaram o ritmo das partidas.

“Todas essas medidas têm sido muito eficazes e consideradas unanimemente como inovações muito positivas”, disse Collina em um comunicado, acrescentando que apenas um jogador substituído não cumpriu o limite de 10 segundos em todos os 72 jogos da fase de grupos.

Collina afirmou que os jogadores substituídos têm sido vistos correndo em direção à linha lateral para deixar o campo o mais rápido possível, mesmo que sua equipe estivesse na liderança naquele momento.

Se o jogador que está sendo substituído não sair do campo em até 10 segundos, o reserva poderá entrar apenas na primeira interrupção após um minuto ter se passado desde que a partida foi reiniciada.

Enquanto isso, a regra dos cinco segundos foi violada 15 vezes no total — quatro em tiros de meta que resultaram em escanteios para os adversários e 11 em jogadas de lateral em que a posse de bola foi revertida.

Collina acrescentou que as novas regras, pelas quais jogadores machucados que necessitem de atendimento médico devem sair de campo por um minuto após o reinício da partida, resultaram em menos lesões.

“O número de lesões entre os jogadores diminuiu drasticamente e houve muito poucos casos em que foi solicitada a intervenção da equipe médica”, disse.

“Além disso, o comportamento geral tem sido muito bom até agora, com duas advertências por reclamação contra a decisão do árbitro para jogadores e duas para treinadores”, acrescentou.

“Seis dos dez cartões vermelhos dados até agora foram por impedir uma oportunidade clara de gol e apenas um por ter coberto a boca com a mão durante um conflito com um adversário.”

O paraguaio Miguel Almirón se tornou o primeiro jogador a ser expulso por cobrir a boca durante discussões em campo. O ponta cumpriu suspensão de uma partida.

Collina também explicou por que o VAR interveio para anular o gol de Jonathan Tah pela Alemanha na prorrogação, após a conclusão de que Waldemar Anton havia cometido uma falta no goleiro paraguaio Orlando Gill.

O técnico da Alemanha, Julian Nagelsmann, ficou furioso no banco de reservas e recebeu cartão amarelo pelos seus protestos, mas Collina afirmou que os técnicos foram informados sobre as novas regras.

“Quando um jogador de ataque não está interessado na bola e se move deliberadamente, mesmo que minimamente, com a clara intenção de obstruir o movimento do adversário e impedi-lo de defender, então os árbitros, e o VAR quando necessário, devem analisar cuidadosamente o incidente e intervir”, disse.

“Isso se aplica especialmente quando a tática visa impedir que o goleiro adversário consiga defender o gol."

“Técnicos e jogadores foram informados, portanto, não deve ser surpresa que os árbitros punam essas faltas.”

(Reportagem de Rohith Nair, em Miami)

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