O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que instruiu o governo a iniciar negociações diretas com o Líbano "o mais rápido possível", em meio à escalada das tensões na região. Segundo comunicado, a decisão ocorre "à luz dos repetidos pedidos do Líbano para abrir negociações diretas com Israel". Segundo o Axios , as negociações devem ter início na próxima semana.
Em comunicado emitido por seu gabinete, Netanyahu afirmou que as tratativas devem se concentrar no desarmamento do Hezbollah e no estabelecimento de relações pacíficas entre Israel e Líbano. Ele também afirmou que Israel "aprecia" o apelo feito hoje pelo primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, para desmilitarizar Beirute.
Apesar do movimento diplomático, uma autoridade israelense disse ao Axios que Israel não pretende respeitar um cessar-fogo no Líbano. "Não há cessar-fogo no Líbano. As negociações com o governo libanês começarão nos próximos dias", afirmou a fonte.
A primeira reunião está prevista para ocorrer no Departamento de Estado, em Washington. O lado americano será liderado pelo embaixador no Líbano, Michel Issa, enquanto Israel será representado por seu embaixador em Washington, Yechiel Leiter. O Líbano será representado por sua embaixadora na capital americana, Nada Hamadeh-Moawad, segundo o Axios .
A iniciativa ocorre após contatos de Netanyahu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o enviado da Casa Branca, Steve Witkoff. O cenário segue marcado por divergências sobre o alcance do cessar-fogo anunciado na terça-feira pelo líder americano. O Irã sustenta que o Líbano está incluído no acordo e acusa EUA e Israel de violação, enquanto ambos negam que a trégua abranja a ofensiva contra o Hezbollah.



