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Nintendo planeja venda de ações de aproximadamente US$1,9 bi

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Nintendo planeja venda de ações de aproximadamente US$1,9 bi
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Por Miho Uranaka e Sam Nussey

TÓQUIO, 27 Fev (Reuters) - A Nintendo planeja desfazer-se de participações acionárias estratégicas, o que levaria empresas como o MUFG Bank e o Banco de Kyoto a venderem ações da fabricante do "Super Mario", de acordo com três fontes familiarizadas com o assunto.

A expectativa é que a venda totalize cerca de 300 bilhões de ienes (US$1,9 bilhão) e a Nintendo poderá tomar uma decisão já nesta sexta-feira, disseram duas fontes. A empresa de jogos com sede em Kyoto também planeja uma recompra de ações, acrescentaram as fontes.

A Reuters está noticiando o plano da Nintendo pela primeira vez.

A Nintendo não respondeu ao pedido de comentário. As fontes pediram para não serem identificadas, pois a informação não é pública.

Ambos os bancos estabeleceram políticas para reduzir as participações cruzadas. Uma venda de ações da Nintendo em 2019, na qual eles e outros participaram, totalizou cerca de 71 bilhões de ienes.

O Banco de Kyoto, uma instituição financeira regional, detinha uma participação de 4,19% na Nintendo em setembro do ano passado. O MUFG Bank, o maior banco do Japão, possuía uma participação de 3,62%, detida por um banco fiduciário.

O grupo financeiro Mitsubishi UFJ recusou-se a comentar, e o Kyoto Financial Group não respondeu a um pedido de comentário.

Órgãos reguladores e a bolsa de valores de Tóquio têm incentivado as empresas japonesas a desfazerem suas participações acionárias cruzadas.

A Toyota planeja desfazer-se de participações acionárias estratégicas, o que envolveria bancos e seguradoras vendendo cerca de US$19 bilhões em ações, informou a Reuters na quinta-feira.

Essa prática, que envolve empresas detendo ações umas das outras para consolidar laços comerciais, tem sido criticada por especialistas em governança corporativa e investidores estrangeiros por isolar a administração dos acionistas. Embora a prática seja difundida no Japão há décadas, é menos comum no Ocidente.

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS IS

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