A onda de calor que atinge a Europa desde 20 de junho já provocou cerca de mil mortes acima do esperado na França, segundo a agência de saúde pública do país. A maioria das vítimas tinha mais de 65 anos e houve aumento das mortes em domicílio, especialmente na região de Paris. Cientistas afirmam que este é o episódio de calor mais intenso já registrado no continente.
Neste domingo (28), mais de 190 milhões de pessoas devem enfrentar temperaturas de pelo menos 35°C em diferentes regiões europeias. A Alemanha registrou 41,5°C, a maior temperatura já medida no país. Na República Tcheca, os termômetros chegaram a 40,8°C ao norte de Praga, com previsão de ultrapassar os 41°C. A Suíça marcou 39°C em Basileia, estabelecendo recordes sucessivos para junho. Já a Dinamarca alcançou 37°C, a maior temperatura desde o início das medições.
Os efeitos do calor extremo têm impacto direto em hospitais, transporte e energia. Em Paris e Viena, aumentaram os atendimentos de emergência. Festivais e eventos ao ar livre foram cancelados ou adiados. Na Hungria, a usina nuclear de Paks reduziu a geração de eletricidade devido ao aquecimento das águas do Danúbio. Na Alemanha, empresas ferroviárias flexibilizaram regras de cancelamento de viagens diante do risco de deformação dos trilhos, e rachaduras foram registradas em rodovias.
A ministra da Saúde da França, Stéphanie Rist, alertou que os efeitos do calor podem durar até dez dias, mesmo após a queda das temperaturas. Na Espanha, 212 mortes foram associadas ao calor extremo em apenas quatro dias.



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