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ONS estima reservatórios em 68,5% no fim de maio, cita sinalização de El Niño

Reuters

Por Leticia Fucuchima

SÃO PAULO, 24 Abr (Reuters) - Os principais reservatórios de usinas hidrelétricas do país, localizados no Sudeste/Centro-Oeste, devem alcançar 68,5% da capacidade ao final de maio, segundo projeções do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apresentadas nesta sexta-feira.

O nível estimado praticamente mantém o observado no fim de abril, com um ligeiro aumento de quase 2 pontos percentuais em relação aos 66,6% atuais, e traz certo conforto para o atendimento de energia no país ainda no início do período seco, quando as chuvas deixam de contribuir para o enchimento dos reservatórios e a geração hidrelétrica.

Em apresentação nesta sexta-feira para falar sobre a operação do próximo mês, o ONS observou que, para o trimestre de maio a julho, há sinalização de início de El Niño, fenômeno climático que costuma trazer mais chuvas para o sul da América do Sul, enquanto causa seca em outras regiões, como Austrália e Ásia.

No Brasil, o ONS avaliou que o cenário mais provável para o trimestre que termina em julho é de precipitações normais ou acima da média na região Norte, e próximas da média para as demais bacias do país, enquanto as temperaturas devem variar entre normais e acima da média.

Para maio, as chuvas que devem chegar às hidrelétricas em maio foram estimadas em 80% da média histórica para o Sudeste/Centro-Oeste, 97% no Sul, 56% no Nordeste e 79% no Norte.

Ainda em apresentação, o ONS citou que está aumentando a probabilidade de um El Niño com intensidade "moderada a forte" no fim deste ano, mas ressaltou que "intensidade maior não significa necessariamente maiores impactos".

O operador do sistema brasileiro disse que ainda monitora com atenção a situação do Sul, onde os níveis de armazenamento das hidrelétricas estão na casa de 30% após chuvas muito ruins nos últimos dois meses.

A região tem sido importadora de energia, já que sua geração hidrelétrica foi reduzida para poupar os reservatórios locais, e pode contar com despacho termelétrico adicional se for necessário, disse o ONS.

Já para a carga de energia elétrica no Brasil, o ONS estimou um crescimento de 2,7% em maio no comparativo anual, para 80.790 megawatts médios.

(Por Letícia Fucuchima; edição de Roberto Samora)

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