O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu nesta quinta-feira, 30, a reabertura "imediata" do Estreito de Ormuz, alertando que as consequências do fechamento da via navegável ficam "piores a cada hora". Segundo ele, no pior cenário, com Ormuz bloqueado até o fim do ano, a inflação global poderá superar 6% ao ano, com o mundo entrando em recessão e os países pobres sendo os mais prejudicados.
"Estou profundamente preocupado com a restrição dos direitos e das liberdades de navegação na área do Estreito de Ormuz, estrangulando a economia global", disse ele a repórteres na sede das Nações Unidas, enquanto as tensões regionais no Oriente Médio continuam a elevar os temores de interrupções no fornecimento de energia e no comércio global.
Guterres afirmou que, mesmo que o Estreito seja reaberto hoje, serão necessários meses para as cadeias de suprimento voltarem ao normal. "A humanidade está pagando o preço de que poucas pessoas estão lucrando", acrescentou. Ele pontuou que um corredor humanitário pode ser planejado pela ONU no "pior cenário possível", mas que o objetivo atual é a navegação total e reaberta em Ormuz.



