O presidente Donald Trump chegou a Ancara na tarde desta terça-feira (7) para a cúpula da Otan, enquanto a aliança militar transatlântica anunciava acordos bilionários no setor de defesa, numa tentativa de acomodar as exigências do imprevisível líder americano.
Trump deveria seguir primeiro para o complexo presidencial do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, aliado próximo do presidente dos EUA e anfitrião do encontro deste ano.
Pouco antes de o Air Force One pousar em Ancara, a Otan realizou um fórum da indústria de defesa que destacou projetos militares de bilhões de dólares, com o objetivo de mostrar a Trump que os aliados europeus estão aumentando o investimento próprio em defesa e transformando gastos adicionais em capacidade militar.
Em um dos anúncios, o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, disse que a Saab fornecerá até 10 aeronaves de vigilância GlobalEye para um consórcio de 10 países, substituindo parte da frota envelhecida de aviões de alerta antecipado (AWACS) da Otan.
Parte dos projetos pode ser financiada por uma linha de empréstimos a baixo custo criada pela União Europeia, que pode levantar até US$ 170 bilhões nos mercados de capitais. "Precisamos garantir que estamos convertendo nossa força econômica em capacidades militares - dos planos de defesa aos drones, do dinheiro aos mísseis e interceptadores", afirmou o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.
No fórum, o subsecretário de Defesa dos EUA, Michael Duffy, afirmou que "a realidade é que precisamos aumentar a produção em todos os setores" e sinalizou que Washington busca ampliar exportações de equipamentos militares e parcerias para expandir a capacidade produtiva na Europa.
Representantes de 15 países também anunciaram um esforço multinacional para comprar aeronaves de reabastecimento em voo e de transporte da Airbus. Rutte, por sua vez, informou que quatro países trabalham para adquirir até cinco drones de vigilância Triton para reforçar a pequena frota da Otan.
Apesar de Rutte ter dito que a aliança anunciará "dezenas de bilhões" em novos contratos, o evento desta terça-feira não trouxe valores e incluiu projetos que já haviam sido acordados anteriormente.
A iniciativa ocorre semanas após Rutte tentar responder às críticas de Trump sobre gastos militares na Otan com um argumento batizado de "O Trilhão de Trump", apontando US$ 1,2 trilhão em despesas adicionais de aliados europeus e do Canadá desde 2017. Ainda assim, Trump disse seguir insatisfeito com a recusa de alguns aliados em participar da guerra contra o Irã, iniciada por ele ao lado de Israel sem consultá-los. "Não precisamos do dinheiro deles - não precisamos de nada. Eu só quero lealdade", afirmou. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast , sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.



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