O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (HHS) confirmou na noite de domingo (10) que um cidadão norte-americano que estava a bordo do cruzeiro MV Hondius testou positivo para hantavírus, variante Andes. O passageiro desembarcou em Tenerife, nas Ilhas Canárias, e foi imediatamente repatriado junto com outros 16 compatriotas para o Centro Médico da Universidade de Nebraska, onde todos passarão por quarentena e avaliação clínica.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, até o dia 8 de maio havia seis casos confirmados e três mortes relacionadas ao surto no navio. A cepa identificada é considerada rara e é a única com transmissão documentada entre humanos. Apesar disso, o risco global foi classificado como baixo, mas moderado para passageiros e tripulantes.
O surto teve início após a morte de um passageiro holandês em abril, seguida pelo falecimento de sua esposa e de uma passageira alemã. Recentemente, a Suíça também confirmou o primeiro caso europeu ligado ao episódio, com um paciente internado em Zurique.
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores silvestres e pode causar febre, fadiga, dores musculares e insuficiência respiratória grave, com taxa de letalidade que varia entre 20% e 50%.



