A presidente eleita do Peru, Keiko Fujimori, toma posse nesta terça-feira, 28, um dia depois de anunciar três nomes centrais do futuro gabinete: Luis Galarreta para primeiro-ministro, Elmer Cuba para o Ministério da Economia e Carlos Espá para o Ministério das Relações Exteriores. Espá, ex-candidato presidencial, é crítico da China e trabalhou por mais de uma década na embaixada dos Estados Unidos em Lima.
Em rápida declaração à imprensa, Fujimori afirmou que a equipe, que prestará juramento na tarde de hoje, trabalhará "com senso de urgência".
Sobre Galarreta, de 55 anos, Fujimori o descreveu como um "homem leal" e disse que governar exige decisão e firmeza, mas também "capacidade para alcançar acordos". Ele também foi eleito primeiro vice-presidente na chapa de Fujimori. Galarreta declarou que, em 100 dias, parte das promessas de campanha começará a ser implementada, com foco no combate à criminalidade, na retomada do crescimento econômico e na geração de empregos.
Entre 2017 e 2018, Galarreta esteve à frente do Parlamento durante o período em que o partido de Fujimori tinha ampla maioria, em um cenário de confronto com o então presidente Pedro Pablo Kuczynski (2016-2018). Kuczynski renunciou antes de o Congresso votar sua destituição, em meio a uma investigação por suspeita de corrupção.
Para a Economia, Fujimori escolheu Elmer Cuba, economista que a assessorou em uma candidatura anterior e que foi diretor do Banco Central entre 2016 e 2021. Cuba também atuou como consultor de empresas dos setores de cimento, mineração e petróleo.
Na diplomacia, Fujimori anunciou Carlos Espá como chanceler. Advogado, cientista político e jornalista, ele foi um dos mais de 30 candidatos na primeira rodada e trabalhou como diretor de Comunicações da embaixada dos EUA em Lima de 2008 a 2023. À imprensa, Espá disse acreditar no "império da lei" no plano interno e internacional e afirmou ter perfil austero, disciplinado e voltado ao trabalho.
Em março, ainda como candidato, Espá declarou que, em um eventual governo, a relação com a China seria de parceria comercial, mas não de "aliados" nem de "amigos". Segundo ele, "o principal produto de exportação não tradicional chinês é a corrupção", e o Peru teria fragilidade institucional que o tornaria vulnerável a esse tipo de influência externa.
As declarações ocorreram após a destituição, em fevereiro, do então presidente José Jerí, que governou por quatro meses, depois que a Promotoria abriu uma investigação por suspeita de corrupção ligada a encontros não oficiais com empresários chineses.
Espá também afirmou que duas estatais chinesas controlam 100% da distribuição de eletricidade na capital peruana, situação que classificou como "monopólio".
A China parabenizou Fujimori pela vitória e descreveu a relação bilateral como de "parceria estratégica integral". O governo chinês anunciou que enviará o ministro de Ciência e Tecnologia, Yin Hejun, para a cerimônia de posse.
A China é o principal parceiro comercial do Peru e mantém investimentos relevantes no país, especialmente em mineração, energia e em um porto no Pacífico associado a uma rota marítima que reduz a distância entre a América do Sul e a Ásia. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast , sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.



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