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Pesquisa indica que não está claro se ossos do mosqueteiro francês d'Artagnan foram encontrados

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Pesquisa indica que não está claro se ossos do mosqueteiro francês d'Artagnan foram encontrados
Pesquisa indica que não está claro se ossos do mosqueteiro francês d'Artagnan foram encontrados

Por Bart H. Meijer

AMSTERDÃ, 2 Jul (Reuters) - Um esqueleto encontrado este ano sob uma igreja em Maastricht não pôde ser identificado de forma conclusiva como sendo do famoso mosqueteiro francês Charles de Batz de Castelmore d'Artagnan, informaram as autoridades municipais nesta quinta-feira, com algumas descobertas levantando novas dúvidas sobre a teoria.

“Por enquanto, a verdadeira origem do esqueleto e as circunstâncias da morte permanecem obscuras. Pesquisas adicionais poderão revelar se uma peça autêntica da história foi descoberta – ou não”, afirmaram as autoridades municipais.

A pesquisa sobre os restos mortais, descobertos na Igreja de São Pedro e São Paulo da cidade, não descartou “totalmente” a possibilidade de que o esqueleto seja de d’Artagnan, afirmaram, mas revelou vários “elementos surpreendentes” que apontam para outra direção.

De acordo com a pesquisa, o esqueleto encontrado era de um homem com idade estimada entre 44 e 66 anos, uma faixa que inclui d’Artagnan, que tinha 62 anos quando foi morto.

No entanto, não foi possível datar os ossos para determinar quando o homem havia morrido.

Além disso, a análise sugeriu que o homem seguia uma dieta rica em peixe, mais típica do leste ou do sul da Europa do que da Gasconha, no sudoeste da França, onde d’Artagnan nasceu.

“Isso levanta a questão de se tal dieta era comum entre os mosqueteiros católicos da França no Século 17”, afirmaram os pesquisadores no comunicado da cidade.

COMPLICAÇÕES NA ESCAVAÇÃO

Os pesquisadores afirmaram que a investigação foi prejudicada pelas ações de um arqueólogo aposentado que começou a escavar o túmulo sob o piso da igreja sem as autorizações necessárias.

Muitas informações valiosas foram “irreversivelmente perdidas” durante seu trabalho, já que ele provavelmente danificou o crânio do esqueleto e não documentou seu trabalho de acordo com os padrões, tornando impossível datar o túmulo, disseram eles.

O arqueólogo, Wim Dijkman, foi obrigado a interromper seu trabalho quando a igreja descobriu que ele não possuía a autorização adequada; a partir daí, a escavação foi assumida por uma equipe profissional em 13 de março.

Em entrevista ao programa de TV holandês Nieuwsuur em maio, Dijkman disse que não havia informado as autoridades sobre seu trabalho na igreja, pois buscava receber o crédito por sua descoberta.

Ele também admitiu ter guardado vários ossos em uma caixa de plástico no galpão de seu jardim e só os ter devolvido às autoridades competentes quando a polícia lhe ordenou que o fizesse.

Ficcionalizado no romance de Alexandre Dumas de 1844, “Os Três Mosqueteiros”, d’Artagnan foi uma figura histórica real, morto durante o cerco francês a Maastricht na Guerra Franco-Holandesa, em 25 de junho de 1673.

Isso poderia tornar a igreja um possível local de descanso para ele, segundo historiadores, mas ele também poderia ter sido enterrado em uma vala comum, afirmaram os pesquisadores.

São necessárias mais pesquisas para determinar se a identificação como d’Artagnan é possível, disseram eles, incluindo a análise de DNA antigo.

(Reportagem de Bart Meijer)

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