Por Scott DiSavino
NOVA YORK, 25 Jun (Reuters) - Os preços do petróleo subiram cerca de 2% nesta quinta-feira, depois que um navio de carga foi atingido por um projétil desconhecido perto de Omã, gerando preocupações sobre quanto tempo levaria para que o fluxo de petróleo no Oriente Médio voltasse aos níveis observados antes da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
Após o fechamento do mercado nesta quinta-feira, duas autoridades americanas disseram à Reuters que o Irã disparou contra o navio de carga que havia relatado ter sido atingido por um projétil enquanto tentava atravessar o Estreito de Ormuz. As autoridades iranianas afirmaram que a segurança das embarcações que passam fora das rotas designadas no Estreito de Ormuz não é garantida.
Os futuros do Brent subiram US$1,52, ou 2,1%, fechando a US$75,26 o barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate dos EUA subiu US$1,58, ou 2,3%, fechando a US$71,92.
Na quarta-feira, os dois contratos de referência do petróleo fecharam em seu nível mais baixo desde 27 de fevereiro, um dia antes do início da guerra, enquanto os embarques de petróleo pelo estreito atingiram seu nível mais alto desde o início do conflito. Antes da guerra, cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo passava pelo Estreito de Ormuz, entre Irã e Omã.
Mas nesta quinta-feira, a Organização Marítima Internacional das Nações Unidas suspendeu seu programa de escolta a navios e tripulantes pelo Estreito de Ormuz depois que um navio de carga relatou um suposto ataque, reacendendo os temores em relação a um acordo preliminar para encerrar a guerra com o Irã.
“Os tanques de armazenamento em todo o Golfo estão com cerca de 50% a 60% da capacidade, portanto, se o tráfego de petroleiros pelo estreito não se recuperar no curto prazo, os produtores precisarão reduzir a produção, e a recuperação total será adiada para o próximo ano”, afirmaram analistas da consultoria Rystad Energy em um relatório.
O acordo entre os EUA e o Irã para pôr fim à guerra permitiu a retomada do tráfego pelo estreito, que o Irã havia efetivamente bloqueado.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse aos aliados do Golfo nesta quinta-feira que qualquer acordo com o Irã levaria em conta os interesses deles, ao encerrar uma viagem ao Oriente Médio com o objetivo de conquistar parceiros regionais que nutrem profundas reservas em relação ao acordo preliminar.
O Goldman Sachs afirmou que não espera uma grande recuperação na produção iraniana, mesmo que o alívio das sanções se estenda além do prazo de validade de 21 de agosto.
(Reportagem de Scott DiSavino em Nova York, Anushree Mukherjee em Bengaluru, Robert Harvey e Alex Lawler em Londres, Colleen Howe em Pequim e Siyi Liu em Cingapura)




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