MOSCOU, 24 Jun (Reuters) - O vice-líder do partido liberal russo Yabloko, que se opõe à guerra na Ucrânia, foi condenado na quarta-feira por divulgar inverdades sobre o Exército russo e sentenciado a sete anos de prisão, pouco mais de dois meses antes de uma eleição parlamentar.
Maxim Kruglov, ex-deputado da Assembleia Legislativa de Moscou, foi preso em outubro do ano passado e indiciado devido ao conteúdo de duas publicações que havia feito na rede social Telegram em 2022, ano em que a Rússia enviou dezenas de milhares de soldados para a Ucrânia.
Kruglov se declarou inocente durante o julgamento e afirmou acreditar que a guerra na Ucrânia é uma tragédia que deveria cessar o mais rápido possível.
Uma de suas duas publicações fazia referência a dados da ONU sobre o número de mortos no conflito e a outra, aos eventos em Bucha, uma cidade ao norte de Kiev, em março de 2022. A Ucrânia e seus aliados ocidentais acusam as forças russas de matar civis em Bucha; Moscou afirma que as mortes lá foram encenadas para desacreditar suas tropas.
O Yabloko, um dos principais grupos liberais da Rússia nos primeiros anos pós-sovéticos, conta hoje com apenas alguns assentos nos parlamentos regionais e nenhum no Parlamento nacional. Mas o fato de ainda disputar eleições lhe dá uma plataforma para expressar suas opiniões contra a guerra.
A Rússia realiza eleições para a Duma, a câmara baixa do Parlamento, em setembro.
(Reportagem da Reuters)



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