Por Nick Said
HOUSTON, 18 Jun (Reuters) - O fraco início de Portugal na Copa do Mundo, com o empate em 1 x 1 contra a República Democrática do Congo na quarta-feira, foi uma grande decepção, mas representa uma continuação do desempenho abaixo do esperado nas edições do Mundial nas últimas duas décadas.
Desde que ficou em quarto lugar na Alemanha em 2006, Portugal venceu seis de suas 17 partidas na Copa do Mundo, e essas vitórias foram contra a Coreia do Norte, Gana (duas vezes), Marrocos, Uruguai e Suíça.
Nesse período, a seleção contou com times repletos de talento, mas não conseguiu passar das quartas de final, perdendo para o Marrocos nessa fase em 2022, além de ter sofrido uma eliminação surpreendente na fase de grupos no Brasil, há 12 anos.
Portugal havia participado de apenas duas Copas do Mundo antes de 2002: em 1966, quando ficou em terceiro lugar, com Eusébio levando a equipe à medalha de bronze, e em 1986, quando foi eliminado na fase de grupos.
Mas a evolução da seleção nas últimas duas décadas foi tanta que ela chegou à edição de 2026 com grandes expectativas de conquistar o troféu pela primeira vez.
O técnico Roberto Martínez disse antes da partida contra o Congo que a percepção era de que um empate seria um “desastre”, mas, após abrir o placar aos seis minutos, a equipe teve desempenho inferior ao rival na maior parte do tempo.
“Acho que se trata mais da mentalidade de tirar o peso dos ombros dos jogadores, que querem ganhar a Copa do Mundo”, disse Martínez aos repórteres após o empate em Houston.
“Agora precisamos manter a calma, precisamos avaliar, precisamos destacar as coisas boas que fizemos, e fizemos muitas coisas boas. Precisamos melhorar os pontos negativos, e é isso que acontece em uma Copa do Mundo.”
O Congo teve mais chutes a gol, sendo que o gol de cabeça de João Neves foi o único que Portugal conseguiu acertar no alvo.
“Eles (o Congo) jogaram com intensidade e confiança. Jogaram como se fosse uma grande final em um grande torneio, e isso demonstra uma personalidade incrível. Sabíamos que o Congo era capaz disso. Não foi uma surpresa”, disse Martínez.
Mas ele pode ficar se perguntando por que sua própria equipe não demonstrou o mesmo espírito de luta para vencer a partida, algo de que precisarão se quiserem derrotar adversários mais fortes e levantar o troféu.
Portugal volta a campo contra o Uzbequistão, em Houston, na terça-feira, em uma partida que se configura como uma vitória obrigatória para a confiança da equipe. A seleção portuguesa também enfrenta a Colômbia no dia 27 de junho.
(Reportagem de Nick Said)



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