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Reino Unido impõe sanções a russos ligados a armas químicas usadas contra ativista

Reuters
Reino Unido impõe sanções a russos ligados a armas químicas usadas contra ativista
Reino Unido impõe sanções a russos ligados a armas químicas usadas contra ativista

LONDRES, 6 Jul (Reuters) - O Reino Unido impôs sanções nesta segunda-feira a dois institutos de pesquisa russos e a altos funcionários que, segundo o país, estavam ligados ao programa de armas químicas de Moscou e envolvidos no desenvolvimento de toxinas usadas para envenenar o ativista da oposição russa Alexei Navalny.

As sanções, apresentadas pelo Reino Unido como uma forma de expor e dissuadir o uso de armas químicas pela Rússia, ocorrem antes da cúpula da Otan em Ancara, capital da Turquia, e após uma medida semelhante tomada pela União Europeia.

Em 2020, Navalny ficou gravemente doente durante um voo na Sibéria. Laboratórios ocidentais concluíram que ele havia sido envenenado com Novichok, uma classe de agentes nervosos de uso militar desenvolvidos durante a era soviética.

Em 2024, Navalny morreu após ser envenenado com epibatidina, uma toxina proveniente de sapos-flecha venenosos, segundo afirmaram o Reino Unido e outros aliados europeus. A Rússia negou as acusações de que estaria por trás da morte.

O governo britânico afirmou nesta segunda-feira que os sancionados estavam envolvidos no desenvolvimento do agente Novichok e da epibatidina.

A embaixada da Rússia em Londres não respondeu imediatamente a um pedido da Reuters por comentários sobre as novas sanções.

A ministra das Relações Exteriores, Yvette Cooper, afirmou que o “uso repetido de armas químicas” pela Rússia constitui uma violação do direito internacional e uma ameaça à segurança global.

“Desde o uso de agentes nervosos Novichok em Salisbury até a epibatidina na Sibéria, envenenando Dawn Sturgess e Alexei Navalny, a Rússia continua a usar meios bárbaros para infligir morte e sofrimento a civis inocentes, inclusive na Ucrânia”, acrescentou.

O Novichok também foi usado no envenenamento, em 2018, do ex-agente duplo russo Sergei Skripal e de sua filha Yulia em Salisbury -- um ataque do qual eles sobreviveram, mas que levou à morte de uma civil, Sturgess, que havia entrado em contato com um recipiente descartado da substância.

Uma investigação pública britânica concluiu no ano passado que o presidente russo, Vladimir Putin, deve ter ordenado o ataque contra Skripal por agentes de inteligência.

A Rússia sempre negou qualquer envolvimento nesse incidente, classificando as acusações como propaganda antirussa.

(Reportagem de Sam Tabahriti; texto de Muvija M)

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