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Rússia prorrogará proibição de exportação de diesel, dizem fontes

Reuters
Rússia prorrogará proibição de exportação de diesel, dizem fontes
Rússia prorrogará proibição de exportação de diesel, dizem fontes

MOSCOU, 29 Jul (Reuters) - A Rússia está se preparando para prorrogar por mais um mês a proibição de exportação de diesel, embora a restrição possa ser suspensa em meados de agosto caso a situação do abastecimento interno melhore, afirmaram nesta quarta-feira duas fontes a par das discussões.

A Rússia introduziu a proibição, válida de 8 a 31 de julho, como parte de um pacote mais amplo de medidas para apoiar o mercado interno de combustíveis, depois que repetidos ataques de drones ucranianos a refinarias de petróleo provocaram escassez de combustível e alta nos preços.

Moscou já havia imposto restrições às exportações de gasolina e combustível de aviação.

Na semana passada, o vice-primeiro-ministro Alexander Novak afirmou que as restrições às exportações de gasolina seriam prorrogadas até o final do ano, enquanto a proibição à exportação de diesel seria suspensa “à medida que o mercado se recuperar”.

O Ministério da Energia se recusou a comentar antes de uma decisão do governo sobre a proibição.

A proibição abalou os mercados globais de energia, agravando a escassez de diesel e fazendo os preços dispararem, mesmo em países que não compram mais o combustível de Moscou.

A Rússia costuma ser o segundo maior exportador mundial de diesel, atrás apenas dos EUA. Os embarques russos vinham diminuindo antes da proibição devido à escassez interna causada por ataques de drones ucranianos.

Os embarques de diesel e gasóleo da Rússia totalizaram, em média, 234.000 barris por dia entre 1º e 10 de julho, segundo a Kpler, uma queda em relação aos 400.000 bpd registrados em junho e à média de cerca de 817.000 bpd em 2025.

A proibição das exportações russas reduz a oferta global de diesel, forçando compradores regulares, como o Brasil e a Turquia, a competir com países europeus e outros importadores pelas cargas dos EUA.

(Reportagem da Reuters)

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