O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, reúne-se nesta quarta-feira, 24, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a menos de duas semanas da cúpula anual da aliança militar, em meio a crescentes tensões entre Washington e seus aliados europeus. O encontro ocorre enquanto o Pentágono revisa o tamanho da presença militar americana na Europa e Trump volta a ameaçar retirar os EUA da organização.
O presidente norte-americano há anos critica a Otan por considerar que os Estados Unidos arcam com uma parcela excessiva dos gastos de defesa. As divergências se intensificaram após o conflito envolvendo o Irã, quando Trump demonstrou insatisfação com países da aliança que não atenderam ao seu apelo para ajudar a restabelecer o comércio de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
Rutte, que ganhou reputação por sua habilidade em lidar com Trump, deve tentar reduzir as tensões antes da reunião de líderes da Otan na Turquia no próximo mês. A permanência dos EUA na aliança tornou-se uma das principais preocupações dos aliados europeus desde o retorno do republicano à Casa Branca.
A visita também ocorre após o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, adotar um tom duro contra os parceiros europeus durante reunião na sede da Otan, em Bruxelas, na semana passada. Na ocasião, ele anunciou uma revisão de seis meses da presença militar americana no continente.
Hegseth repetiu críticas de Trump ao afirmar que aliados europeus não permitiram o uso de bases militares em seus territórios para operações contra o Irã. Os países da Otan não foram consultados previamente sobre a ofensiva conduzida pelos EUA em conjunto com Israel, e alguns governos europeus criticaram a estratégia adotada por Washington.
Trump chegou a afirmar que os aliados não estiveram ao lado dos EUA e voltou a sugerir a saída do país da aliança, fundada em 1949 para conter a influência soviética na Europa. O princípio central da Otan é a defesa coletiva, segundo o qual um ataque contra um membro é considerado um ataque contra todos. A cláusula foi acionada apenas uma vez, após os atentados de 11 de setembro de 2001, em apoio aos Estados Unidos.
A sinalização do Pentágono de que pretende reduzir sua presença militar na Europa para concentrar recursos em outras regiões representa mais um fator de incerteza para a aliança de 32 membros. No ano passado, Trump também gerou desconforto entre aliados ao ameaçar anexar a Groenlândia, território autônomo pertencente à Dinamarca, integrante da Otan.
Nos últimos meses, Rutte intensificou os elogios ao presidente americano, atribuindo a ele o aumento dos gastos militares dos países-membros. Trump pressionou os aliados a concordarem com uma meta de investimento em defesa equivalente a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2035.
Na noite de terça-feira, o secretário-geral participou de entrevista à Fox News , emissora acompanhada regularmente por Trump. Durante a conversa, afirmou estar "totalmente" alinhado ao presidente na questão iraniana e minimizou as reclamações sobre o uso de bases militares europeias, classificando-as como casos "isolados".
A estratégia de aproximação de Rutte já gerou questionamentos entre diplomatas europeus. Na cúpula da Otan do ano passado, ele chamou Trump de "papai" ("daddy") e, posteriormente, enviou uma mensagem elogiando o presidente e afirmando que "a Europa vai pagar MUITO mais" em defesa. Trump divulgou o conteúdo nas redes sociais. Em janeiro, publicou outra mensagem enviada por Rutte, encerrada com a frase: "Mal posso esperar para vê-lo. Seu, Mark." Fonte: Associated Press .
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado



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