SÃO PAULO, 6 Mai (Reuters) - As empresas de soja que atuam no Brasil estão se esforçando para cumprir a lei antidesmatamento da União Europeia, que deve entrar em vigor ao final do ano para grandes companhias, mas segregar o farelo de soja como alternativa para atender a norma vai elevar custos e encarecer o produto, disse nesta quarta-feira o diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Daniel Furlan.
A UE é uma das principais compradoras de farelo de soja do Brasil.
"Não faz sentido ver o continente europeu encarecendo alimentos e biocombustíveis quando é um continente que depende de importações", afirmou ele.
As exigências da UE vão "contra toda uma eficiência logística" na originação, enquanto o fornecimento atual já é feito com documentação suficiente para atender questões ambientais.
"Cria-se um processo extremamente complexo e que no fundo é desnecessário", disse ele, durante evento em São Paulo promovido pela Argus.
(Por Roberto Samora; edição de Marta Nogueira)



