ARLINGTON, TEXAS, 30 Jun (Reuters) - O técnico da Noruega, Stale Solbakken, ficou muito feliz pela sua equipe e pela torcida após a tensa vitória por 2 x 1 sobre a Costa do Marfim pelos 16 avos de final da Copa do Mundo, nesta terça-feira, e elogiou muito o atacante Erling Haaland.
O gol da vitória de Haaland garantiu um confronto de dar água na boca contra o Brasil no domingo e foi o seu quinto no torneio.
Embora ele tenha ficado famoso graças às suas proezas como artilheiro, Solbakken ainda acredita que certos aspectos do seu jogo são subestimados.
“Acho que ele é o maior artilheiro do mundo, não tenho dúvidas disso. Vocês sabem que hoje (terça-feira) ele não esteve muito envolvido... Acho que ele teve uma grande chance no primeiro tempo e, obviamente, marcou o gol da vitória mais uma vez. Suas estatísticas com a seleção nacional também são fora de série”, disse Solbakken em entrevista coletiva.
“Ter um jogador como ele traz tranquilidade para a equipe, e ele é realmente subestimado no que diz respeito a segurar a bola. Ele não perdeu nenhuma bola hoje — não esteve muito envolvido, mas não perdeu nenhuma bola.”
Sem receber muitos passes, Haaland trabalhou duro nos bastidores antes de roubar a cena com o gol da vitória aos 41 minutos do segundo tempo de uma partida que Solbakken achou difícil de assistir da linha lateral.
O técnico de 58 anos, que jogou pela Noruega na Copa do Mundo de 1998 antes de encerrar a carreira ao sofrer um ataque cardíaco no campo de treinamento em 2001, passou por 90 minutos nervosos, durante os quais sua equipe abriu o placar, levou o empate e, por fim, Haaland marcou o gol da vitória.
“Talvez não seja perigoso para a saúde, mas você não está curtindo o jogo”, disse.
“A melhor parte da partida foi a maneira como nos recuperamos após o empate deles, porque foi uma atuação individual fantástica, mas nos recuperamos e levamos o jogo para onde queríamos, então essa é a maior conquista.”
Com Haaland em tão boa fase de gols, os noruegueses continuam estabelecendo novos marcos na Copa do Mundo.
“É a primeira vez que a Noruega vence uma partida de mata-mata, e a maneira como fizemos isso contra uma equipe forte é alguma coisa, é uma atuação histórica”, disse Solbakken.
Ele preferiu não falar sobre o próximo confronto com o Brasil, optando por aproveitar o momento, mas revelou que, para ele, as experiências de jogar e treinar em uma Copa do Mundo têm pouco em comum.
“Acho que há uma grande diferença entre ser jogador e ser técnico”, disse. “Ser jogador é divertido, ser técnico não é tão divertido assim. Acho que essa é a principal diferença.”
(Reportagem de Philip O'Connor, em Vancouver)



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