Uma catástrofe de proporções históricas pode ter atingido a Venezuela no fim da tarde desta quarta-feira (24). O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) emitiu um relatório preliminar alarmante, estimando que o número de mortos após a sequência de fortes terremotos no país possa ficar entre 10 mil e 100 mil pessoas.
De acordo com o modelo automático da agência norte-americana — que cruza dados de magnitude, densidade populacional e a alta vulnerabilidade das construções locais —, há 44% de probabilidade de as vítimas fatais ficarem nesta faixa, e 33% de chance de o total de óbitos superar a impressionante marca de 100 mil.
“É provável que haja um alto número de vítimas e danos extensos, e é provável que o desastre seja generalizado”, alertou o USGS em nota técnica oficial.
A gravidade da situação aumentou após o USGS revisar os dados iniciais. Em vez de apenas um tremor, a Venezuela foi castigada por dois terremotos de altíssima intensidade em um intervalo de menos de um minuto:
Primeiro abalo: Registrado próximo à cidade de San Felipe, com magnitude 7,2 e a uma profundidade de 21,9 quilômetros.
Segundo abalo: Ocorreu apenas 39 segundos depois, na região de Yumare, registrando uma magnitude ainda maior, de 7,5.
Por terem acontecido a baixa profundidade, o impacto das ondas sísmicas foi devastador. Nas redes sociais, vídeos gravados em Caracas mostram cenas de pânico generalizado, prédios balançando, correria nas ruas e densas nuvens de poeira provocadas por desabamentos.
As autoridades dos EUA também acionaram um alerta de tsunami, monitorando o risco de ondas perigosas em um raio de até 300 quilômetros do epicentro, o que coloca áreas como Porto Rico e as Ilhas Virgens Americanas sob forte vigilância.
Os tremores foram tão violentos que cruzaram fronteiras, sendo fortemente sentidos na Colômbia e em estados do Norte do Brasil.
Até o momento, o governo da Venezuela ainda não emitiu um balanço oficial com o número exato de vítimas e feridos, à medida que equipes de resgate tentam acessar as zonas mais críticas. Em Brasília, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) informou que, até a última atualização, não havia relatos de brasileiros entre as vítimas da tragédia.



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