20 Jul (Reuters) - Um tribunal federal de apelação retirou, nesta segunda-feira, a certificação de uma ação coletiva movida por acionistas que acusava a Boeing de priorizar o lucro em detrimento da segurança e de exagerar seu compromisso com a segurança das aeronaves, antes do incidente ocorrido em janeiro de 2024, quando um painel da cabine se desprendeu em pleno voo em um 737 MAX 9 da Alaska Airlines.
O Tribunal de Apelações do 4º Circuito dos Estados Unidos afirmou que os acionistas, liderados pelo tesoureiro do estado de Rhode Island, não apresentaram uma metodologia adequada para demonstrar como os danos poderiam ser calculados em uma base coletiva.
Os advogados dos acionistas não responderam imediatamente aos pedidos de comentários. A Boeing e seus advogados também não responderam imediatamente a pedidos semelhantes.
Ações coletivas podem permitir indenizações maiores a custos menores do que ações individuais. Os acionistas da Boeing acusaram a empresa, sediada em Arlington, Virgínia, de inflar o preço de suas ações ao emitir declarações enganosas após os acidentes com dois aviões MAX em outubro de 2018 e março de 2019, que mataram 346 pessoas.
A juíza distrital Leonie Brinkema, em Alexandria, Virgínia, decidiu em março de 2025 que os acionistas que possuíam ações da Boeing entre 7 de janeiro de 2021 e 8 de janeiro de 2024 poderiam entrar com uma ação coletiva por danos. O tribunal de apelações devolveu o caso para ela.
(Por Jonathan Stempel)



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