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Trigo atinge o maior nível em um ano em Chicago, com tensões EUA-Irã assustando fundos

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Trigo atinge o maior nível em um ano em Chicago, com tensões EUA-Irã assustando fundos
Trigo atinge o maior nível em um ano em Chicago, com tensões EUA-Irã assustando fundos
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Por Karl Plume

CHICAGO, 27 Fev (Reuters) - Os contratos futuros do trigo dos EUA atingiram o maior nível em um ano nesta sexta-feira, com as preocupações sobre um conflito militar entre os EUA e o Irã provocando a cobertura de posições vendidas por fundos que detêm grandes posições vendidas no mercado.

O milho atingiu o maior nível em sete semanas, impulsionado por compras técnicas e pelo efeito cascata do trigo. A soja atingiu o maior nível em 20 meses, com os investidores ponderando a forte demanda provável dos fabricantes de biocombustíveis contra a incerteza sobre as compras da China, maior importadora, e uma safra provavelmente recorde no Brasil.

Os mercados de commodities têm estado instáveis, com os investidores preocupados com as negociações inconclusivas na quinta-feira entre Washington e Teerã, apesar do mediador Omã ter falado em progresso. Outros mercados estão seguindo o exemplo do petróleo bruto, que subiu 2%.

"As pessoas se lembram da invasão da Rússia à Ucrânia, quando o trigo disparou para dez dólares. Os fundos estão em desvantagem e acho que esta é uma daquelas situações de ‘cuidado, vendedores’ antes de um fim de semana em que tudo pode acontecer", disse Don Roose, presidente da U.S. Commodities.

Os futuros de trigo subiram 17 centavos, para US$5,915 o bushel, após atingirem o ponto mais alto para um contrato mais ativo desde fevereiro de 2025. As compras aceleraram quando o contrato ultrapassou a máxima registrada na segunda-feira, encerrando a semana com alta de 1,9%.

O milho subiu 5 centavos, para US$4,485 o bushel, após romper a resistência técnica em suas médias móveis de 100 e 200 dias, encerrando a semana com alta de 2%.

A soja para maio subiu 7,25 centavos, para US$11,7075 o bushel, ganhando 1,5% na semana.

A soja continuou sendo sustentada pelas recentes notícias otimistas sobre biocombustíveis e pelas esperanças de que a China compraria mais embarques dos EUA, embora a safra recorde do fornecedor rival Brasil tenha limitado os ganhos.

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