O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Estreito de Ormuz estará totalmente reaberto e livre de cobranças nesta sexta-feira (19). A data coincide com a previsão de assinatura do Memorando de Entendimento (MoU) entre Washington e Teerã, na Suíça, que visa encerrar formalmente o conflito militar iniciado em fevereiro de 2026.
Apesar do anúncio político, o tráfego de navios comerciais e petroleiros na região permanece paralisado. Setores técnico e de navegação global apontam três entraves para o cumprimento do prazo estipulado pela Casa Branca:
Desminagem Naval: A Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) espalhou minas navais ao longo do canal durante as hostilidades. Especialistas em segurança estimam que o processo de varredura e retirada completa dos artefatos explosivos exigirá até 30 dias.
Divergência sobre Taxas: Enquanto a gestão Trump garante a livre circulação "sem pedágios", o governo do Irã mantém a intenção de cobrar "taxas de serviço" para o monitoramento e segurança de embarcações civis que cruzarem suas águas territoriais.
Risco de Seguro: Armadores privados e seguradoras internacionais se recusam a autorizar o retorno imediato das frotas ao Golfo Pérsico. O setor exige a desmobilização comprovada das baterias de mísseis costeiros iranianos antes de retomar as rotas tradicionais.
O acordo prevê uma trégua de 60 dias para a consolidação dos termos de desarmamento e desminagem. Contudo, o restabelecimento do fluxo logístico de combustíveis dependerá da validação prática das condições de segurança por parte das empresas de transporte marítimo.



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