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Trump avalia papel dos EUA no Irã após conflito, diz Casa Branca

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Trump avalia papel dos EUA no Irã após conflito, diz Casa Branca
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Por Steve Holland e Humeyra Pamuk

WASHINGTON, 4 Mar (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está discutindo com seus assessores o papel dos EUA no Irã após a campanha militar, enquanto a inteligência norte-americana monitora relatos de que Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo iraniano assassinado, surge como principal candidato à sucessão, informou a Casa Branca nesta quarta-feira.

"É claro que também vimos esses relatos, e isso é algo que nossas agências de inteligência estão analisando. A verdade é que teremos que esperar para ver", disse a secretária de imprensa Karoline Leavitt a jornalistas.

Mojtaba, filho do aiatolá Ali Khamenei, surgiu como o favorito para suceder seu falecido pai como líder supremo do Irã, após anos dedicados a estabelecer laços estreitos com a elite da Guarda Revolucionária e a construir influência no establishment clerical.

A secretária de imprensa afirmou que Trump considera ativamente e discute com sua equipe de segurança nacional qual papel Washington poderia desempenhar no futuro após o término da operação no Irã, mas acrescentou que o foco principal, no momento, está no sucesso da operação militar.

Leavitt também defendeu os objetivos dos EUA na guerra aérea conjunta com Israel contra o Irã, em meio a críticas a Washington por não apresentar evidências da ameaça iminente de Teerã aos Estados Unidos, acrescentando que Trump acredita que o povo norte-americano apoia a guerra.

"A decisão de lançar esta operação baseia-se no efeito cumulativo de várias ameaças diretas que o Irã representava para os Estados Unidos da América", disse Leavitt.

"Mais uma vez, este é um regime terrorista desonesto que vem ameaçando os Estados Unidos, nossos aliados e nosso povo há 47 anos, e o povo norte-americano é inteligente o suficiente para saber disso", adicionou.

Trump rejeitou as sugestões de que Israel teria arrastado os EUA para o conflito, já que seu governo ofereceu diferentes versões e enfrentou críticas de alguns apoiadores e democratas que o acusaram de iniciar uma "guerra por opção".

Pesquisa da Reuters/Ipsos divulgada no início desta semana mostrou que apenas um em cada quatro norte-americanos aprova os ataques dos EUA ao Irã, que mergulharam o Oriente Médio no caos, enquanto cerca de metade — incluindo um em cada quatro republicanos — acredita que Trump está muito disposto a usar a força militar.

(Reportagem de Steve Holland, Humeyra Pamuk, Ryan Patrick Jones, Susan Heavey e Doina Chiacu)

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