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Trump diz que pretende reforçar financiamento para ICE mesmo sem aprovação de democratas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 1, que pretende reforçar o financiamento para agentes de imigração e segurança de fronteira sem depender de votos democratas no Congresso. Em publicação na Truth Social, ele enfatizou que o governo vai avançar com recursos para o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e a Patrulha de Fronteira "por meio de um processo que não precisa de votos dos democratas da esquerda radical" e que permitiria contornar o filibuster, regra do Senado que exige 60 votos para avançar projetos de lei na Casa, o que, segundo ele, "deveria ser revogado imediatamente".

Trump afirmou que trabalha em coordenação com o presidente da Câmara, Mike Johnson, e o líder republicano no Senado, John Thune, para acelerar a tramitação de um projeto. Segundo ele, a proposta deve chegar à sua mesa "no mais tardar até 1º de junho". "Vamos trabalhar o mais rápido e com o máximo de foco possível para recompor o financiamento", escreveu, acrescentando que "os democratas da esquerda radical não serão capazes de nos parar".

No texto, o presidente intensificou críticas à oposição, afirmando que democratas querem "retirar recursos da polícia, da patrulha de fronteira e de toda a fiscalização de imigração" e permitir a entrada de pessoas "totalmente sem verificação e sem controle", o que, segundo ele, colocaria os americanos em risco. Ele também defendeu os agentes de segurança, dizendo que republicanos "apoiam totalmente" e talvez até "amem" as forças de aplicação da lei.

Trump acrescentou que, enquanto o projeto não é aprovado, o governo continuará usando verbas do "grande e bonito projeto de lei" para garantir que agentes do ICE e da Patrulha de Fronteira sejam pagos em dia e integralmente, como, segundo ele, vem ocorrendo durante o que classificou como "shutdown dos democratas".

O presidente afirmou ainda que a fiscalização migratória continuará e que a fronteira permanecerá segura, sem a entrada de "assassinos, traficantes de drogas ou criminosos de qualquer tipo". Ao final, voltou a criticar a gestão anterior, de Joe Biden, e fez um apelo eleitoral, dizendo esperar que eleitores apoiem candidatos republicanos no sufrágio de meio de mandato, afirmando que, com unificação simples, o partido conseguirá aprovar as medidas sem apoio democrata.

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