A tragédia que envolve a vida e a morte da ex-modelo Pamela Genini ganhou um novo e macabro capítulo nesta semana. Vítima de um feminicídio brutal em outubro do ano passado, Pamela teve seu descanso interrompido no cemitério de Strozza, na província de Bérgamo, Itália. Durante um procedimento de traslado do corpo para uma capela familiar na última segunda-feira (23/03), parentes descobriram que o caixão havia sido violado e a cabeça da modelo roubada.
A cena encontrada pela perícia aponta para uma ação planejada. No local, foram encontrados diversos parafusos espalhados e vestígios de silicone fresco, indicando que os criminosos tentaram selar o caixão novamente após a profanação.
A polícia italiana trabalha com a hipótese de que o crime seja recente e tenha contado com a participação de três a quatro pessoas. A Procuradoria Pública de Bérgamo já abriu um inquérito baseado no Artigo 411 do Código Penal local, que prevê penas de dois a sete anos de prisão para os crimes de profanação de cadáver e roubo de restos mortais.
Pamela Genini, que tinha 29 anos, foi assassinada em 7 de outubro do ano passado por seu ex-namorado, Gianluca Soncin, de 52 anos. O crime ocorreu no apartamento da vítima, em Milão, após o agressor invadir o local utilizando uma cópia das chaves feita sem autorização.
As últimas mensagens de socorro: Minutos antes de ser esfaqueada, Pamela chegou a trocar mensagens desesperadas com uma amiga:
"Estou com medo. Esse cara é completamente louco... Não sei o que fazer. Ele tem uma chave reserva, ele entrou" , escreveu às 21h52, seis minutos antes de ser silenciada.
Após o ataque, Soncin tentou o suicídio ferindo o próprio pescoço, mas sobreviveu. Ele permanece sob custódia na prisão de San Vittore. Até o momento, a defesa do agressor alega "problemas de saúde mental" para justificar o silêncio do réu sobre a motivação do crime.
Natural de Strozza, Pamela dividia sua vida entre centros de luxo como Milão, Monte Carlo e Dubai. Além da carreira nas passarelas, ela era reconhecida como uma jovem empreendedora, sendo cofundadora da marca de biquínis EP SheLux.
Sua sócia e amiga, Elisa Bortolotti, prestou uma última homenagem emocionante nas redes sociais, clamando por justiça: "Adeus, Pam, você nunca envelhecerá. Eu te amo, minha amiga" . Agora, a família aguarda respostas não apenas sobre o assassinato, mas sobre o paradeiro dos restos mortais da modelo.


