Por Jasper Ward e Allison Lampert
WASHINGTON, 29 Jun (Reuters) - A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) informou que iniciou uma investigação depois que um voo da JetBlue relatou ter colidido com um drone ao se aproximar do Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York, nesta segunda-feira.
O piloto do Airbus A321, que havia decolado de Las Vegas, relatou a colisão a aproximadamente 3.000 pés de altitude durante a aproximação final, informou a FAA.
O incidente ocorreu por volta das 7h15 da manhã (horário da costa leste dos EUA), segundo o órgão regulador dos EUA.
“O voo pousou sem incidentes, os passageiros desembarcaram normalmente e a aeronave foi retirada de serviço para uma inspeção pós-voo, que não constatou danos nem evidências de colisão”, informou a companhia aérea.
A Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey, que administra o Aeroporto Internacional John F. Kennedy, não estava disponível para comentar.
O incidente desta segunda-feira ocorre poucos dias depois que um voo da United Airlines encontrou um drone durante sua descida para o Aeroporto Internacional Newark Liberty -- outro aeroporto da região de Nova York -- na sexta-feira, segundo reportagens da mídia.
A Autoridade Portuária informou por email no final de maio que estava se preparando para um aumento na demanda “em todas as nossas instalações”, já que a região de Nova York-Nova Jersey sediará partidas da Copa do Mundo da Fifa de 2026, incluindo a final em 19 de julho.
O FBI informou na segunda-feira na rede social X que, juntamente com parceiros federais, havia apreendido mais de 500 drones em espaços aéreos restritos em todas as 11 cidades-sede dos EUA desde o início do torneio de futebol neste mês.
Os drones não devem voar perto de aeroportos, de acordo com um comunicado da FAA, que alerta que seria difícil para os pilotos avistarem e evitarem drones durante o voo.
A FAA informou que recebe mensalmente mais de 100 relatos de avistamento de drones perto de aeroportos. A agência alertou que operadores de drones não autorizados podem estar sujeitos a multas ou pena de prisão.
(Reportagem de Jasper Ward e Allison Lampert)



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