O empresário Anderson Borges da Costa, 42 anos, contou detalhes do sequestro da esposa, Francilane Ribeiro Portela, após o assalto sofrido pelo casal na madrugada desta quarta-feira (8), na rua São Paulo, no bairro Cidade de Deus, na zona norte. O casal trabalha no ramo de churrasco e havia acabado de retornar do serviço quando foi surpreendido.
“Por volta de meia-noite e quarenta, ela chegou primeiro e logo em seguida eu. Assim que saí do carro, eles já estavam ali, armados, e vieram em cima, dando pisão no portão e mandando a gente se jogar no chão”, relatou Anderson.
Os criminosos, encapuzados e em um Voyage branco, agiram com violência e contaram com o apoio de um quinto homem em uma moto.
“Eles mandavam a gente deitar, não falar nada, e o tempo todo pediam dinheiro. Eu expliquei que hoje em dia é tudo digital, então entreguei o celular. Eles me obrigaram a desbloquear e fizeram Pix, levaram cerca de R$ 3.400 e ainda pegaram o dinheiro trocado que eu tinha”, disse.
Durante a ação, Anderson foi levado para a cozinha e agredido.

“Eles estavam muito agressivos, batiam em mim e mandavam eu ficar deitado, sem olhar para eles. Minha esposa estava no chão, mas depois me deixaram quieto e levaram ela. Só percebi quando saí da cozinha e meu filho disse: ‘Levaram a mamãe’”, contou, emocionado.
O empresário e a família estão bastante apreensivos e já registraram o boletim de ocorrência pelo sequestro de Francilane. O homem fez um apelo desesperado:
“Não quero saber de dinheiro, só quero minha esposa de volta. Somos trabalhadores, não temos envolvimento com crime. Peço que libertem ela, porque a família está destruída”.
A situação é ainda mais delicada porque o casal tem dois filhos, um deles que possui Transtorno do Espectro Autista (TEA), testemunhou toda a ação, inclusive o sequestro da mãe.
“Graças a Deus, meu filho mais velho conseguiu se controlar, porque qualquer reação poderia colocar todos em risco. Mas estamos arrasados, esperando notícias”, desabafou Anderson.
Até o momento, não há informações sobre o paradeiro de Francilane. A polícia investiga o caso, enquanto familiares e vizinhos aguardam com angústia por qualquer sinal da mulher.



