Manaus/AM - A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), apresentou nesta quinta-feira (7) a prisão de Alex Fernandes Gomes, de 41 anos, suspeito de matar o mecânico Ítalo da Silva, de 36 anos, dentro da própria casa/oficina no bairro Colônia Terra Nova, zona norte de Manaus. O caso foi detalhado em coletiva, que trouxe a linha do tempo da investigação e os elementos que levaram à prisão.
Segundo a polícia, o crime aconteceu na manhã de segunda-feira (4) e teve como pano de fundo uma cobrança de dívida no valor de R$ 7 mil, relacionada a um serviço mecânico. “Ele foi ao local para cobrar esse valor e, após um desentendimento, atirou na nuca da vítima, sem dar qualquer chance de defesa”, afirmou um dos delegados. O disparo teria sido feito no momento em que o mecânico estava de costas, em um ambiente que também era usado como residência da família.
As investigações apontam que o suspeito agiu com preparo prévio. Ele teria chegado ao local com o carro já ligado, o que, segundo a polícia, indica intenção de fuga imediata. Durante a discussão, chegou a ocorrer negociação informal: a vítima teria oferecido dois veículos como forma de quitar o débito, proposta que não foi aceita. Pouco depois, quando Ítalo foi buscar um copo d’água na cozinha, o disparo foi efetuado.
Outro ponto destacado pela DEHS foi a rapidez na resposta policial. “Em menos de duas horas conseguimos identificar o suspeito e iniciar a sua localização”, relatou a PC. O homem foi encontrado horas depois em uma metalúrgica que possuía no bairro Parque das Nações, onde trabalhava normalmente no momento da abordagem, segundo os policiais. A arma usada no crime, uma pistola registrada em nome do investigado, foi encontrada escondida do lado de fora da casa, entre pneus e enrolada em um pano.
Na tentativa de se defender, o suspeito negou a autoria e apresentou uma versão alternativa, alegando que uma terceira pessoa teria invadido o imóvel e cometido o disparo. A polícia, no entanto, considera a versão inconsistente com os depoimentos e evidências reunidas. “Ele não soube explicar por que não acionou a polícia nem buscou ajuda após o crime”, disse o delegado responsável. A Justiça já decretou a prisão preventiva, e o caso segue sendo tratado como homicídio qualificado.



