Manaus/AM - A Polícia Civil do Amazonas confirmou a prisão de Rodrigo Mendonça Macedo e Arilson Silva, apontados como executores do duplo homicídio que vitimou o PM aposentado Francisco Marques e seu amigo Paulo César Lima, em 27 de fevereiro, em um sítio no bairro Tarumã, zona oeste de Manaus. Outros dois suspeitos, Riquelme Matias e Vinícius Rosa Torres, seguem foragidos, com mandados de prisão preventiva já expedidos.
Segundo a delegada Marília Campelo, as investigações indicam que o crime foi uma execução planejada e não um assalto. Os criminosos sabiam que uma das vítimas era policial militar aposentado e buscavam sua arma de fogo, mas o objetivo principal era eliminar testemunhas.
“Eles sabiam que uma das vítimas tinha uma arma de fogo, mas não foram lá para roubar. Foram realmente para praticar um homicídio. As vítimas foram torturadas antes de serem mortas”, afirmou Campelo.
A motivação ainda está em apuração, mas a polícia acredita que o crime tenha sido autorizado por lideranças de uma organização criminosa.
“A motivação provavelmente está ligada a algum motivo em relação a dinheiro, alguma situação envolvendo a vítima, o PM aposentado, que teria enfurecido esses integrantes da organização criminosa. São coisas que nós ainda estamos apurando”, disse a delegada.
Além das duas mortes confirmadas, há a possibilidade de uma terceira vítima. Um amigo das vítimas estava no sítio no momento da invasão, mas até agora não há confirmação se ele conseguiu fugir ou se também foi morto e levado pelos criminosos.
“Havia uma terceira pessoa no sítio, também amigo dessas vítimas, que nós não temos a confirmação até a presente data se ele está foragido, se fugiu com medo da situação ou se também foi morto e levado. Essa situação segue em diligências para a confirmação”, explicou a delegada.
A delegada reforçou o pedido de apoio da população para localizar os foragidos. Informações podem ser repassadas pelo WhatsApp da equipe de investigação, no número 98189-9535, ou pelo disque 197 da Polícia Civil.



