Manaus/AM - A Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) prendeu, nesta segunda-feira (6), o atleta e professor de jiu-jítsu Carlos Holanda, de 47 anos, acusado de estupro de vulnerável, importunação sexual e exploração sexual.
Segundo a delegada Mayara Magna, o suspeito estava foragido há mais de um mês, mas foi preso em sua própria casa, onde mantinha várias rotas de fuga prontas.
"Há um mês, nós entramos na casa dele, cumprimos mandado de busca e apreensão e tentamos efetuar a prisão, mas ele havia se evadido (...) Continuamos investigando e obtivemos sinais de que ele ainda estava em sua residência. Hoje conseguimos prendê-lo em casa. Quando nós entramos na casa hoje e tentamos prender, ele pulou pra laje e de lá já tinha várias tábuas, como se fosse fugir. Só que nós já tínhamos investigado todo o terreno e havia policiais em todos os locais.”

Ela explicou que a equipe monitorava o suspeito há semanas, analisando imagens e movimentações. A operação foi montada ainda no domingo, com apoio do delegado-geral e do Departamento de Inteligência da Polícia Civil.
“Ontem, antes do jogo, nós já estávamos montando essa operação. Hoje pela manhã, graças a Deus, logramos êxito: ele foi pego em casa.”
Até o momento, sete vítimas foram identificadas. Muitas só denunciaram após repercussão de outros casos envolvendo outros nomes do esporte, inclusive treinadores. Conforme a polícia, o suspeito oferecia benefícios como kimonos e inscrições em competições para atrair adolescentes.
“Prometia kimonos, prometia pagar inscrições e acabava levando essas adolescentes para motéis, onde cometia os abusos.”
Mayara Magna reforçou que a DEPCA não desiste de investigar abusadores: “É importante frisar: nós não desistimos de nenhum preso, não desistimos de nenhum abusador. E mandamos mais um recado para os abusadores: todos serão presos", completa.



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