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Vítima sofreu aborto durante sequestro e cárcere coordenados por agiotas em Manaus

Vítima sofreu aborto durante sequestro e cárcere coordenados por agiotas em Manaus
Delegado Bruno Fraga - Foto: Jander Robson/Portal do Holanda

Manaus/AM - A Polícia Civil detalhou nesta quarta-feira (20) como funcionava a organização criminosa alvo da Operação Covil do Mamon. Além de agiotagem, extorsão e homicídios, os investigadores revelaram que uma vítima sofreu aborto após ser mantida em cárcere privado por dez dias em um dos QGs da quadrilha.

Segundo o delegado responsável, “durante um dos atos de cobrança de uma das organizações criminosas, nós tivemos uma moça que foi sequestrada e estava em cárcere privado em um dos QGs. Ela foi colocada em sequestro por praticamente 10 dias e, durante esse período, há nos autos da investigação uma alta probabilidade de que ela tenha perdido o bebê que estava gestando”.

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O líder do grupo, segundo a polícia, mantinha práticas violentas e até fetiches ligados às armas apreendidas. “Essas espadas fazem parte de um fetiche do líder de uma das organizações criminosas, responsável por atos que redundaram no possível aborto dessa vítima”, afirmou o delegado.

O grupo agia de forma violenta e é suspeito não só de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro, como também de homicídios.

"O núcleo operacional, o núcleo financeiro, o núcleo mandatário dessas organizações foram presos e se responderão por uma série de crimes, incluindo crimes de aborto e homicídio, além dos crimes principais que eram a extorsão e a agiotagem. Reitero o engajamento da polícia civil no enfrentamento a todo tipo de crime no estado do Amazonas", disse o delegado geral Bruno Fraga.

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A investigação identificou que a quadrilha estava organizada em quatro núcleos: diretivo, operacional, logístico e financeiro. “Estão presos as lideranças, os cobradores, aqueles que abastecem de insumos à organização criminosa através da logística de veículos e armas, e também alcançamos aqueles que executam as ações diretas, criminosas, de cobranças a juros exorbitantes”, explicou.

Os empréstimos eram feitos com juros abusivos e extorsivos. “Temos casos de R$ 150 emprestados que se tornaram R$ 45 mil de dívida. Temos casos em que a dívida progrediu para mais de R$ 400 mil. É uma forma extremamente inescrupulosa de cobrança, através de lesão corporal, ameaças e até homicídios”, disse o delegado.

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A operação também revelou movimentações financeiras expressivas. Vinte pessoas foram presas até o momento, sete delas estavam em outros estados onde a quadrilha tinha ramificações, incluindo dois policiais militares que já haviam sido suspensos por estarem no foco de investigação.

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