10 Mar (Reuters) - A avaliação negativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva permaneceu estável em março, com 40% dos brasileiros o considerando "ruim ou péssimo", enquanto a visão positiva sobre o governo -- aqueles que o avaliam como "ótimo ou bom" -- oscilou 3 pontos percentuais para cima em relação a dezembro, indo a 33%, mostrou pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta terça-feira.
Aqueles que avaliam a gestão como regular chegaram a 24% em março, ante 29% em dezembro.
"A pesquisa de março revela uma leve melhora na avaliação positiva, que passa de 30% para 33%. No entanto, a percepção negativa continua sendo majoritária e o saldo da avaliação fica em 7 pontos negativos, indicando que o governo ainda não conseguiu reverter o quadro para um saldo positivo", diz Márcia Cavallari, head da Ipsos-Ipec, segundo o site G1.
Quando o quesito é a maneira de governar de Lula, a desaprovação oscila para 51% -- eram 52% em dezembro. A aprovação do trabalho do presidente chega a 43% em março, um ponto percentual acima dos 42% de dezembro.
Os melhores índices de avaliação de governo e aprovação da maneira com que Lula administra o país foram registrados entre as pessoas com idade acima de 60 anos, os mais pobres, os moradores da Região Nordeste e aqueles com escolaridade até o Ensino Fundamental.
Os entrevistados também foram questionados sobre o grau de confiança no presidente: 40% disseram confiar em Lula e 56% responderam não confiar. As duas parcelas repetem patamares verificados em dezembro pela sondagem.
A percepção sobre a situação econômica também foi abordada pelo levantamento. Para 42%, a situação econômica está pior, número acima do registrado em dezembro, quando essa fatia do eleitorado era de 38%.
Para outros 27%, a situação da economia melhorou, ante 30% em dezembro. Há ainda os que consideram que o contexto econômico está igual -- 28% agora em março, ante 30% em dezembro.
Realizada entre os dias 5 e 9 de março, a pesquisa entrevistou 2 mil pessoas em 131 cidades do Brasil. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou menos.
(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

