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CPI mista do INSS rejeita parecer de relator que pedia indiciamento de filho de Lula e ex-ministros

28 Mar (Reuters) - A CPI mista do INSS rejeitou o parecer do relator que pedia o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo ex-ministros e o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

De acordo com a Agência Câmara de Notícias, a votação -- por 19 votos a 12 -- foi concluída na madrugada de sábado, na data limite para a conclusão dos trabalhos da comissão, que funcionou por sete meses.

Com mais de 4 mil páginas, o relatório do deputado Alfredo Gaspar (União-AL) concluiu haver núcleos técnico, administrativo, financeiro, empresarial e político na movimentação de bilhões de reais por meio de descontos não autorizados de aposentadorias e pensões.

O parecer do deputado pedia o indiciamento de 216 pessoas, incluindo ex-dirigentes do INSS e da Dataprev, ex-ministros, parlamentares e representantes de entidades associativas.

Lulinha teve pedido de indiciamento por suposto envolvimento com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", principal responsável pelas irregularidades apuradas.

Os pedidos de indiciamento ainda incluem o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, os ex-ministros da Previdência José Carlos Oliveira e Carlos Lupi, bem como do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e da deputada Gorete Pereira (MDB-CE).

O líder do governo na CPI mista, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), apresentou relatório paralelo com pedido de 130 indiciamentos, incluindo o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro.

De acordo com a Agência Câmara, durante a discussão, parlamentares de governo e oposição trocaram ataques pessoais, xingamentos e acusações sobre a origem das fraudes no INSS, blindagem nas investigações e mudanças de última hora na composição da comissão.

Segundo o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), o relatório do deputado Alfredo Gaspar será enviado aos órgãos competentes e os parlamentares continuarão em alerta quanto às investigações em outras instâncias.

((Edição Redação São Paulo))

REUTERS PAL

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