O ex-deputado federal Deltan Dallagnol afirmou neste sábado, 18, que a eleição de 2026 será decisiva para a sobrevivência do Partido Novo e classificou a disputa como "a eleição das nossas vidas". Durante o Encontro Nacional da legenda, em São Paulo, Dallagnol. Que é pré-candidato ao Senado no Paraná, disse que a prioridade do partido é superar a cláusula de barreira, sob o risco de perder espaço político e recursos para as próximas eleições.
"Esse é o ano mais importante da nossa vida partidária. Nós estamos diante de uma barreira e, se nós a superarmos, o Novo vai crescer e nós vamos mudar a política do nosso País. Mas, se nós fracassarmos diante da cláusula de barreira, pode ser que a gente nunca mais consiga passá-la", afirmou.
Segundo Dallagnol, sem acesso aos recursos públicos destinados aos partidos, a legenda ficará em desvantagem diante dos adversários. "Hoje, na política, sem recurso para investir em campanha, é como estar com um estilingue contra quem está com metralhadora e fuzil", disse.
A cláusula de barreira pode ser superada por dois modos: o partido ou federação precisa eleger ao menos 13 deputados federais em nove Estados ou alcançar 2,5% dos votos válidos nacionais para deputado federal, distribuídos em pelo menos nove Estados, com mínimo de 1,5% em cada um deles. O Novo conta, hoje, com cinco deputados federais e um senador.
Ao defender a necessidade de ampliar a bancada do Novo no Congresso, Dallagnol afirmou que o partido mantém critérios rigorosos para selecionar candidatos e representa uma alternativa de renovação política. "Para a gente conseguir voto de renovação efetiva, em pessoas honestas e corretas, que mudem esse sistema, a gente precisa de um partido com filtro de entrada. Esse partido é o nosso partido", declarou.
Durante o discurso, o ex-procurador da República também voltou a fazer críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), além de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Dallagnol afirmou haver "indícios" de irregularidades envolvendo autoridades dos Três Poderes e disse que integrantes do Novo estariam sendo alvo de perseguição judicial.
Dallagnon também voltou a afirmar que sua cassação foi resultado de perseguição política e citou investigações envolvendo parlamentares e ministros do STF para defender que há tratamento desigual entre políticos acusados de corrupção e representantes da oposição.




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