Início Política Lula chama Eduardo Bolsonaro de 'fujão' e critica ações do governo do pai dele na pandemia
Política

Lula chama Eduardo Bolsonaro de 'fujão' e critica ações do governo do pai dele na pandemia

Estadão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se referiu ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como "aquele fujão que está nos Estados Unidos tentando pregar um golpe contra o Brasil". Durante cerimônia de sanção da lei que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 nesta segunda-feira, 11, Lula defendeu a responsabilização de quem conduziu a gestão da pandemia no governo de Jair Bolsonaro.

O presidente citou declarações de Bolsonaro contra a vacinação e esforços para a compra de imunizantes. "'A pressa da vacina não se justifica porque você mexe com a vida das pessoas, você vai inocular algo em você', disse o presidente (Bolsonaro). Essa fala foi entrevista publicada dia 19 de dezembro de 2020 no canal do YouTube do seu filho, aquele fujão que está nos Estados Unidos tentando pregar um golpe contra o Brasil", disse Lula.

O ex-parlamentar deixou o País há pouco mais de um ano, após o avanço das investigações relacionadas aos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro e a trama golpista, que levaram à condenação de seu pai. No fim do ano passado, ele teve o mandato cassado pela Câmara por ter acumulado mais faltas do que o permitido.

Eduardo é réu em ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo, que avança para a etapa de alegações finais. De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), ele atuou nos EUA para pressionar autoridades brasileiras e interferir no andamento da ação contra o pai, buscando apoio do governo americano para impor sanções e tarifas ao Brasil em reação ao julgamento.

Durante a cerimônia em que se referiu ao ex-deputado como fujão, Lula afirmou que, quando chefe do Executivo, Jair Bolsonaro demonstrava "ignorância absoluta" sobre a pandemia e ignorava orientações de especialistas.

O presidente defendeu a responsabilização de Bolsonaro e dos "responsáveis que fortaleceram a ignorância do presidente no trato de uma pandemia como essa". "Não podemos deixar passar, senão cai no esquecimento", declarou.

A lei sancionada estabelece o dia 12 de março para homenagear vítimas da covid-19 e marca o registro da primeira morte causada pela doença no Brasil. O País acumulou mais de 716 mil mortes pela infecção.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?