RIO DE JANEIRO, 13 Mar (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira que proibiu a vinda ao Brasil do assessor do Departamento de Estado dos Estados Unidos Darren Beattie, um dos expoentes da extrema-direita norte-americana, até que o governo dos EUA desbloqueie o visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Beattie tinha agendada uma visita ao Brasil com a intenção de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão, mas o pedido para se reunir com o ex-mandatário foi rejeitado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, na quinta.
"Aquele cara americano que disse que vinha para cá visitar o Jair Bolsonaro foi proibido de visitar, e eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar o visto do meu ministro da Saúde que está bloqueado", disse Lula em discurso durante evento de inauguração de uma ala hospitalar no Rio de Janeiro, ao lado de Padilha.
Em agosto do ano passado, o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, revogou o visto de Padilha, de sua esposa e de sua filha menor de idade, entre outros, alegando cumplicidade com o trabalho forçado do governo cubano por meio do programa Mais Médicos do Brasil.
(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

