O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diz, desde o fim do ano passado, ter pedido ajuda ao presidente do Estados Unidos, Donald Trump, para prender e extraditar o empresário e ex-advogado Ricardo Magro, um dos alvos da Operação Sem Refino deflagrada na manhã desta sexta-feira, 15.
Em dezembro de 2025, Lula afirmou ter dito a Trump que, como parte da cooperação para combater o crime organizado, o país deveria prender um "portador de combustível fóssil" que vive em Miami, referência ao empresário dono do Grupo Refit. O petista, no entanto, não citou o nome de Magro.
Magro ganhou destaque no noticiário de negócios em 2008, quando comprou a Refinaria de Manguinhos. Em recuperação judicial, ela foi rebatizada de Refit, e já enfrentava processos de cobranças de impostos e investigação do Ministério Público. O empresário também atuou como advogado do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (Republicanos-RJ) - de quem é amigo.
Em abril deste ano, em entrevista à TV Record Bahia , Lula disse esperar que o presidente dos Estados Unidos prenda Magro.
"Eu disse para o Trump: se você quiser combater o crime organizado de verdade, o Brasil está disposto a jogar todo o peso que a gente puder jogar para combater. [ ] E você poderia começar me entregando os brasileiros que estão aí. Tenho o endereço da casa e tenho o nome das pessoas brasileiras que têm praticado crime e que estão foragidas nos Estados Unidos. E eu estou aguardando sobretudo o dono da Refit, que é o principal deles", disse Lula.
Nesta semana, o petista voltou a falar sobre o tema, desta vez em durante cerimônia no Palácio do Planalto para o lançamento do programa Brasil contra o Crime Organizado.
Ele mencionou ter pedido a Trump para seu governo enviar ao Brasil criminosos brasileiros vivendo nos Estados Unidos. "Eu disse ao presidente Trump: 'Se você quiser combater o crime organizado de verdade, você tem que entregar alguns nossos que estão morando em Miami'. É só querer discutir", disse.
A declaração fez referência ao empresário, que já foi alvo de uma operação feita pela Polícia Civil de São Paulo, a Receita Federal e o Ministério Público.




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