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Moraes suspende aplicação da Lei da Dosimetria, que reduz pena de Bolsonaro por golpe

Reuters
Moraes suspende aplicação da Lei da Dosimetria, que reduz pena de Bolsonaro por golpe
Moraes suspende aplicação da Lei da Dosimetria, que reduz pena de Bolsonaro por golpe

9 Mai (Reuters) - O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria que pode reduzir drasticamente a pena de 27 anos e três meses de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado após perder a eleição de 2022.

A decisão do ministro neste sábado ocorre depois que o Congresso derrubou no mês passado o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à lei, que foi promulgada na sexta-feira.

Quando da aprovação do projeto no Congresso, no ano passado, o relator Paulinho da Força (Solidariedade-SP) estimou que a medida tinha o potencial de reduzir o tempo de prisão de Bolsonaro em regime fechado de quase 7 anos para 2 anos e 4 meses.

Ela também pode diminuir as sentenças de outros condenados por tentativa de golpe e pessoas envolvidas nos atos de janeiro de 2023, quando apoiadores de Bolsonaro invadiram e depredaram o Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal e o Congresso.

Moraes determinou que a lei não seja aplicada até que o Supremo conclua a análise de duas ações que contestam sua constitucionalidade.

“A superveniência de interposição de ação direta de inconstitucionalidade e, consequentemente a pendência de julgamento em controle concentrado de constitucionalidade, configura fato processual novo e relevante, que poderá influenciar no julgamento dos pedidos realizados pela defesa”, disse o ministro.

REVISÃO CRIMINAL

A defesa de Bolsonaro ainda não entrou com um pedido específico de redução da sua pena com base na chamada Lei da Dosimetria.

Os advogados do ex-presidente, entretanto, entraram na sexta-feira no STF com uma ação chamada de revisão criminal, que tem por objetivo anular todo o processo que culminou na condenação dele por tentativa de golpe de Estado.

Esse tipo de processo, pelo regimento, é julgado no caso de Bolsonaro pela Segunda Turma, o colegiado que não julgou a ação em que foi condenado.

A Segunda Turma é presidida por Gilmar Mendes e composta ainda por André Mendonça, Nunes Marques -- ambos indicados por Bolsonaro ao STF --, Luiz Fux e Dias Toffoli.

(Reportagem de Ricardo Brito, em Brasília, e Luciana Magalhães, em São Paulo)

(Edição de Fernando Cardoso e Alexandre Caverni)

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