O presidente nacional do PL Valdemar Costa Neto afirmou nesta quinta-feira, 2, que a Michelle Bolsonaro (PL) "parece" não querer participar da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo ele, a ex-primeira-dama também pode abrir mão de disputar uma vaga ao Senado nas eleições deste ano.
Na semana passada, Michelle publicou vídeos em que expôs conflito com o enteado e se disse "humilhada por ele". Nesta terça-feira, 30, após uma reunião de cerca de duas horas com Valdemar, ela anunciou sua saída do PL Mulher, em que era presidente.
De acordo com o presidente da sigla, a situação "está resolvida". "O Flávio está tocando a campanha para frente, a Michelle resolveu sair da presidência do PL Mulher e nós estamos tocando a nossa vida", disse em entrevista à Rádio Gaúcha . Ele minimizou as chances de uma eventual participação dela na campanha: "Parece, eu sinto, que ela não quer participar."
A saída do cargo foi classificada por ele como "uma perda". "Conversei com ela, ela me disse que queria sair da presidência do partido. Não tenho o que fazer. E (disse) que talvez não fosse candidata a senadora." Valdemar elogiou o carisma e o trabalho da ex-primeira dama à frente do PL Mulher. "Não sei se outra mulher teria condições de fazer", disse.
Por outro lado, o presidente do PL criticou Michelle por compartilhar um vídeo do ex-governador do Rio Anthony Garotinho (Republicanos) sobre festas promovidas por Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, insinuando a participação de Flávio nos eventos. "Ela fez muito mal de pôr o vídeo do Garotinho. O Garotinho não tem credibilidade nenhuma", afirmou Costa Neto.
Em pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira, 1°, 37,8% dos eleitores acham que o desentendimento entre a ex-primeira-dama e o senador enfraquece muito a candidatura dele à Presidência. Outros 26,3% avaliam que ela prejudica um pouco.
Valdemar também comentou o envolvimento de Flávio com Vorcaro, exposto em revelações de que ele pediu dinheiro ao banqueiro para o filme sobre a trajetória política de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Perguntado sobre as chances de que novos fatos comprometedores sejam divulgados, o presidente do partido disse ter convicção de que isso não ocorrerá. "Eu converso todo dia com o Flávio. Todo dia falam alguma coisa que vai aparecer isso, vai aparecer aquilo. É tudo conversa", disse.



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