O intestino é um dos principais reguladores da imunidade e da inflamação do corpo. Segundo a Vanessa Cardoso, “o bom funcionamento do intestino depende das escolhas feitas diariamente ao longo da vida. Não existe solução rápida para a saúde intestinal”.
Ela alerta que hábitos comuns podem comprometer a microbiota intestinal, como alimentação pobre em fibras, noites mal dormidas, estresse constante e automedicação. “Pequenas mudanças consistentes têm impacto real na prevenção de doenças e na qualidade de vida”, afirma.
Entre os erros mais frequentes estão o baixo consumo de frutas, verduras e grãos integrais, o excesso de açúcar e ultraprocessados, além de comer rápido ou sob tensão emocional. A gastroenterologista explica: “A digestão começa ainda na mastigação e depende do equilíbrio do sistema nervoso. Quando o organismo permanece em alerta, típico do estresse crônico, há prejuízo da motilidade intestinal e aumento de sintomas como gases e dor abdominal”.
Ela destaca também os riscos da privação de sono, do uso recorrente de anti-inflamatórios sem orientação médica, das dietas restritivas sem acompanhamento profissional e do hábito de ignorar a vontade de evacuar, que pode levar à prisão de ventre crônica.
O consumo de álcool e tabaco aumenta o risco de câncer colorretal, enquanto a baixa ingestão de alimentos fermentados reduz a oferta de bactérias benéficas.
Por fim, Vanessa Cardoso reforça que sintomas como inchaço persistente, gases excessivos, diarreia ou constipação frequente não devem ser ignorados. “Sinais como sangue nas fezes, perda de peso involuntária ou dor abdominal persistente exigem avaliação médica imediata”, conclui.


