NAIRÓBI, 23 Jun (Reuters) - O surto de Ebola no Congo registrou o maior número de casos confirmados no primeiro mês entre todos os surtos de Ebola na África, afirmou uma autoridade de alto escalão da Organização Mundial da Saúde em uma coletiva de imprensa na terça-feira.
O surto do vírus Bundibugyo na República Democrática do Congo, que infectou mais de 1.000 pessoas e causou 267 mortes, foi detectado tardiamente, e especialistas afirmam que o vírus já circulava há meses antes de ser oficialmente declarado em 15 de maio.
“A resposta precisa ser ampliada para acompanhar o ritmo do surto em expansão — isso está começando a acontecer”, disse Abdirahman Mahamud, da OMS, em uma coletiva de imprensa em Genebra após retornar do epicentro do surto, Bunia, na semana passada.
Os dois maiores surtos de Ebola anteriores a este ocorreram na África Ocidental — Guiné, Serra Leoa e Libéria —, onde mataram 11 mil pessoas entre 2014 e 2016, e um surto menos letal no Congo, em 2018.
Já foram registrados casos de Ebola em pelo menos três dos superlotados campos de deslocados no leste do Congo, informou a Reuters. Abdoulaye Wone, da Organização Internacional para as Migrações, disse na mesma coletiva que pelo menos 25 casos foram confirmados nos campos, incluindo 14 mortes.
Houve mais de 20 surtos na África Subsaariana, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA.
(Reportagem de Emma Farge e Ayen Deng Bior)



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