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Microsoft supera estimativa de crescimento em unidade de nuvem, aliviando preocupação com gastos

Reuters
Microsoft supera estimativa de crescimento em unidade de nuvem, aliviando preocupação com gastos
Microsoft supera estimativa de crescimento em unidade de nuvem, aliviando preocupação com gastos

29 Jul (Reuters) - A Microsoft superou as estimativas de Wall Street para o crescimento trimestral da receita com seu negócio de nuvem, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira, em um sinal de que os enormes investimentos em infraestrutura de IA estão surtindo efeito, à medida que as restrições de capacidade diminuem e mais empresas adotam a tecnologia.

A receita do Azure, negócio de computação em nuvem da empresa, cresceu 43% no quarto trimestre fiscal, em comparação com a estimativa consensual dos analistas de 39,98%, de acordo com a Visible Alpha.

As ações da Microsoft subiram cerca de 3% no pregão prolongado.

“Este ano, a receita do Azure ultrapassou US$100 bilhões pela primeira vez, e o Microsoft 365 Copilot atingiu mais de 30 milhões de licenças pagas, refletindo a confiança que os clientes depositam em nós para impulsionar sua transformação em IA”, disse o presidente-executivo Satya Nadella.

O forte crescimento pode amenizar as preocupações com os gastos crescentes da empresa com centro de dados e os temores de que as ferramentas de IA possam substituir seu negócio de softwares de produtividade.

Isso ocorre após o trimestre excepcional do Google Cloud, da concorrente Alphabet, que registrou um aumento de 82% na receita na semana passada, muito acima das expectativas do mercado.

DESEMPENHO SÓLIDO

A Microsoft divulgou uma carteira de pedidos contratados de US$678 bilhões em seu negócio de nuvem no final do trimestre, ante US$627 bilhões no trimestre anterior. A empresa afirmou que todos os ganhos sequenciais foram impulsionados por compromissos de empresas fora do grupo dos principais fabricantes de modelos de IA dos EUA.

O número total de licenças pagas do M365 Copilot ultrapassou 30 milhões, em comparação com os 20 milhões registrados no trimestre anterior. Analistas esperavam, em média, 26,9 milhões de licenças do Copilot, de acordo com cálculos da Reuters baseados em estimativas do Citi, Morgan Stanley, BNP Paribas e Wells Fargo.

A Microsoft prevê gastar US$190 bilhões neste ano corrente, parte dos mais de US$700 bilhões em despesas sem precedentes das grandes empresas de tecnologia que têm pressionado os fluxos de caixa das empresas e alimentado temores de excesso de capacidade.

Os gastos de capital no trimestre de abril a junho foram de US$41 bilhões, um aumento de mais de 70% em relação ao ano passado, e comparados às estimativas do mercado de US$42,37 bilhões. A Microsoft registrou US$31,9 bilhões em gastos de capital no trimestre anterior.

Enquanto isso, a empresa está reduzindo a dependência da tecnologia da OpenAI ao incorporar os modelos da Anthropic em suas ofertas e desenvolver IA própria, ao mesmo tempo em que aproveita seus profundos laços comerciais para impulsionar a adoção do Copilot, que custa US$30 por mês, inclusive por meio de acordos como o firmado com a Accenture no início deste ano.

A empresa está entre as que apresentam pior desempenho no chamado grupo das “Sete Magníficas” -- formado por empresas de mega-capitalização --, com uma queda de 18% no que vai de ano, ficando atrás de rivais na área de nuvem, como a Alphabet.

A Microsoft afirmou que o crescimento de sua nuvem está sendo prejudicado por restrições de capacidade que, segundo a empresa, devem persistir pelo menos até o final de 2026. Isso forçou a empresa a escolher entre alimentar seus próprios serviços de IA, como o assistente Copilot 365, e alugar poder de computação para clientes por meio do Azure.

Ainda assim, alguns analistas afirmam que as preocupações em torno da Microsoft são exageradas, observando que a demanda por IA continua forte e que a empresa tem se empenhado em amenizar as restrições por meio de acordos que vão além da expansão de seus próprios data centers, como a recente parceria com a francesa Mistral.

A receita total do trimestre cresceu 18%, para US$90 bilhões, superando as estimativas. O lucro por ação, excluindo o impacto dos investimentos na OpenAI, foi de US$4,74, superando as expectativas de US$4,24.

(Reportagem de Deborah Sophia, em Bengaluru)

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